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Antonio Penteado Mendonça |
No último dia 16, aconteceu em São Paulo, o “XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Complementar”. Cerca de 700 pessoas participaram e ouviram as considerações e informações sobre o tema “O Amanhã se Constrói Agora”. Com intervenções de executivos do setor, especialistas e convidados especiais, o evento correu durante todo o dia e abordou os principais assuntos que impactam o segmento. Nos países desenvolvidos os seguros de vida e os planos de previdência estão entre os principais produtos do setor de seguros e administram enormes reservas de longo prazo, que são utilizadas para financiar muito das necessidades dos governos para alavancar os projetos de infraestrutura indispensáveis para manter o crescimento nacional. Neles, os seguros de vida têm acoplados um programa de capitalização que gera uma poupança que pode ser sacada pelo segurado depois de um determinado período pré-estabelecido, portanto vão além de pagarem as indenizações por morte e invalidez permanente, como acontece no Brasil. Parte do pagamento do seguro é usado para fazer frente ao risco de morte e invalidez e parte é utilizada para constituição da poupança que o segurado pode utilizar em vida. Neste momento o Brasil ainda não tem um produto com estas características a disposição da população, mas os trâmites para a introdução do seguro de vida universal estão avançados e devem, em breve, ter um final feliz, oferecendo ao brasileiro um produto moderno, capaz de responder positivamente as suas necessidades de proteção e poupança. Como não poderia deixar de ser, o Fórum tratou do seguro de vida universal, mas foi além e colocou em debate temas como a distribuição dos seguros, um dos nós do mercado, dada a baixa penetração de seus produtos na sociedade brasileira. Como a atividade seguradora pode aumentar sua conectividade com a sociedade? Os seguros em geral, e os seguros de vida e os planos de previdência complementar em especial, tem penetração menor que seus congêneres na Europa e Estados Unidos. Pior, eles estão abaixo de países em nível de desenvolvimento equivalente e até menor do que o brasileiro. Então, onde é que falhamos? O tema foi colocado na mesa e as respostas vão além da forte desigualdade social que limita a renda de metade da população. Da mesma forma, é de conhecimento público que a previdência social com seu desenho atual está quebrada. Não há mais como sustentar os aposentados com a contribuição dos trabalhadores. E este quadro vai se agravar rapidamente, em decorrência das novas formas de trabalho, que giram fora da carteira assinada. O resultado, ou a certeza, é que os trabalhadores, atualmente, na faixa dos 30 anos não terão aposentadoria quando chegar o momento de pararem de trabalhar. Os temas que envolvem os seguros de vida e a previdência privada estão conectados com o bem-estar social. Eles impactam a vida das famílias exatamente no momento mais necessário, qual seja, quando o responsável pelo seu sustento deixa de prover suas necessidades. As discussões do Fórum trouxeram reposta e avanços para estas e outras questões. Com certeza foi um evento positivo. |
Fonte: SindSeg SP, em 18.09.2026.
