A Vivest iniciou 2021 com rentabilidade consolidada de 3,16% no mês de janeiro, diante da meta atuarial de 1,16% no período. Os resultados foram puxados, principalmente, pelos investimentos em renda fixa, que registraram alta de 4%, e pelos investimentos no exterior, com 3,9%.

“O desempenho dos investimentos em renda fixa foi reflexo da valorização expressiva dos papeis NTN-Cs 31, que compõem essa classe de ativos e são títulos públicos atrelados ao IGP-M. Depois de ter tido pouca variação em dezembro, o indexador disparou e chegou a 2,58% no primeiro mês do ano”, explica o diretor de Investimentos da Vivest, Jorge Simino Junior.
Outro destaque de janeiro, os investimentos no exterior refletiram a variação cambial de 5,53%. O diretor da Vivest destaca que, mesmo com a queda de 1,11% do S&P 500, um dos principais indicadores da bolsa de valores norte-americana no período, a alta expressiva do dólar contribuiu para a boa performance do segmento.
Resultados por subplanos

No período, a rentabilidade dos subplanos, que compõem os planos previdenciários da entidade, foi de 3,56% no BSPS; 2,01% no BD e 1,36% no CV.
O resultado do BSPS se deve à grande quantidade de NTN-Cs (66% do patrimônio) na carteira, enquanto o BD e o CV têm maior quantidade de papeis NTN-Bs, que são os títulos públicos mais negociados no mercado financeiro e, consequentemente, mais impactados pelas questões econômicas e políticas do país.
Planos CD
Os planos de Contribuição Definida (CD) tiveram a rentabilidade impactada pela queda do Ibovespa no período, tendo em vista que os investimentos em bolsa representam 15% do patrimônio desses planos.
Além disso, o valor acumulado de patrimônio também reflete no retorno dos investimentos realizados: quanto maior o valor acumulado, melhor pode ser o desempenho.
Em razão disso, o plano CD II da Enel teve rentabilidade diferenciada no período – de 4,39% -, já que o patrimônio do plano chegou a cerca de R$ 2,5 bilhões, em razão da migração de recursos do PSAP/Eletropaulo. Para termos um comparativo, os planos PGBL similares do mercado (com até 15% aplicados em renda variável) tiveram rentabilidade média negativa de -0,25%.
Confira a seguir a rentabilidade de cada um dos planos CDs em janeiro.
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Rentabilidade - Planos CDS |
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EMAE CD |
-0,22% |
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ENEL CD |
-0,21% |
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TIETE CD |
0,14% |
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CESP CD |
-0,21% |
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SABESP CD |
0,13% |
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ENEL CD II |
4,39% |
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CPFL CD II |
0,15% |
O que vem por aí
Simino alerta que, com a forte variação do IGP-M, o mês de janeiro pode “se revelar emblemático do que será 2021”. “Um novo cenário de disparada do indexador dos nossos planos de benefícios vai agravar ainda mais o descasamento entre ativo e passivo da Vivest, que gerou o déficit registrado em 2020”, afirma. “A pauta da mudança do indexador para o IPCA torna-se assim ainda mais urgente para a manutenção da sustentabilidade de nossos planos”, conclui.
Os resultados aqui apresentados são consolidados e podem variar de acordo com cada plano. Seguindo a política de total transparência com nossos participantes, disponibilizamos a rentabilidade mensal do plano de cada patrocinadora.
Para acompanhar a rentabilidade do seu plano, acesse aqui.
Fonte: Vivest, em 09.03.2021