A Vivest registrou rentabilidade nominal acumulada de 14,34% em 2020, resultado bastante positivo, que supera com muita diferença a rentabilidade anual média de 5,51% atingida pelos fundos multimercados medidos pelo índice IHFA (índice de Hedge Funds da Anbima).
Depois de um primeiro trimestre ruim, em que o impacto da eclosão da pandemia foi fortemente sentido no mercado financeiro como um todo, no período de abril a dezembro, a entidade teve uma forte recuperação de seus ativos.
No entanto, esse desempenho diferenciado ficou muito abaixo do necessário para atingir a meta atuarial do ano, que atingiu o patamar histórico de 30,81%.
“A disparada do IGP-DI, indexador dos nossos planos de benefício, tornou a meta atuarial de 2020 um desafio sem precedentes, porque causou um forte descasamento entre nossos investimentos e o pagamento dos planos de benefício”, explica o diretor de Investimentos da Vivest, Jorge Simino Júnior. “Por essa razão, mesmo com bons resultados conquistados, fechamos o ano com um cenário deficitário”, acrescenta.
O mês de dezembro
Em dezembro, a rentabilidade dos investimentos da Vivest foi de 0,98%, diante da meta atuarial de 3,08%. O resultado deste mês foi impactado pela alteração da precificação das NTN-C 31 feita pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o que promoveu a desvalorização dos preços unitários desses títulos públicos, com grande participação nas carteiras de ativos da entidade.
“No entanto, já estamos vendo uma recuperação dos preços desses títulos ao longo do mês de janeiro de 2021”, diz Simino.
Resultados Vivest em 2020

No resultado consolidado do ano, os segmentos de maior destaque foram os investimentos no exterior (32,3%), puxados pela alta de 29,3% da moeda norte-americana, seguidos dos ativos de renda variável, com alta de 8,27%. Já os fundos imobiliários, impactados fortemente pela pandemia, tiveram queda de 13,28% em 2020.
Voltamos a ressaltar também a forte recuperação dos investimentos da Vivest a partir de abril, após um resultado consolidado negativo de 4,7% no primeiro trimestre. Para se ter uma ideia, de abril a dezembro, o BSPS teve rentabilidade de 20,6%; o BD, de 18,9% e o CV, de 16,45%.
O Familinvest registrou 13% e, no mesmo período, os planos CD tiveram rendimento de 5,9%, levando-se em conta que muitos desses planos ainda têm uma carteira em composição inicial, com patrimônio menor, alguns com ativos aplicados apenas em CDI.
“Nos meses de novembro e dezembro, a recuperação dos preços dos ativos no mundo todo, em função do cenário pós-eleitoral dos Estados Unidos e da expectativa de retomada mais forte do crescimento econômico mundial, favoreceu os mercados emergentes, entre eles o Brasil”, explica Jorge Simino Júnior.
Nesses dois meses, tivemos uma forte entrada de recursos estrangeiros na bolsa de valores do Brasil, totalizando aproximadamente R$ 53 bilhões, com reflexos positivos nos investimentos em renda variável.
Resultados 2020 por subplanos
Em 2020, todos os subplanos apresentaram rentabilidade positiva diferenciada. O BSPS teve desempenho superior ao BD e CV, principalmente pela grande quantidade de títulos públicos NTN-Cs, que são atrelados à variação do IGP-DI e representam 66% do patrimônio desse subplano. No BD e no CV, esses ativos representam 33% e 26% das carteiras, respectivamente.
Os planos de Contribuição Definida (CD) tiveram em 2020 retorno de 5,9%, reflexo da forte variação do Ibovespa no período, tendo em vista que os investimentos em bolsa representam 15% do patrimônio desses planos. Para termos um comparativo, os planos PGBLs similares do mercado (com até 15% aplicados em renda variável) renderam, em média, 1,39% no ano.

O que vem por aí
O resultado deficitário da Vivest em 2020, mesmo diante da rentabilidade nominal diferenciada em relação a outros fundos do mercado, reforça a necessidade da troca de indexador dos planos de benefícios de IGP-DI para o IPCA, índice já adotado por todas as grandes entidades de previdência privada do país.
Essa discussão ocorre na Vivest já há alguns anos, tendo em vista que, em abril de 2021, ou seja, dentro de dois meses, vencem R$ 9,4 bilhões em títulos públicos da entidade indexados ao IGP-DI, que terão que ser reinvestidos em títulos atrelados ao IPCA, já que o Tesouro Nacional não emite mais títulos indexados aos IGP-DI.
“Isso nos traz um desafio ainda maior porque vai agravar muito o descasamento entre ativos e passivos da entidade. Como temos alertado, a troca é determinante para a sustentabilidade dos nossos planos”, ressalta Simino.
Os resultados aqui apresentados são consolidados e podem variar de acordo com cada plano. Seguindo a política de total transparência com nossos participantes, passamos a disponibilizar não apenas o boletim de rentabilidade trimestral, com a análise dos investimentos, mas também a rentabilidade mensal do plano de cada patrocinadora.
Para acompanhar a rentabilidade do seu plano, acesse aqui a área de previdência no nosso portal.
Fonte: Vivest, em 05.02.2021