A rentabilidade consolidada da Vivest entre julho e setembro foi de 6,27%, mantendo praticamente o mesmo patamar do trimestre anterior, em que teve alta de 6,37%, e apontando significativa recuperação em relação ao primeiro trimestre do ano.
Os destaques ficaram por conta dos investimentos no exterior, com alta de 12,9%, e dos investimentos em renda fixa, com 7,04%, sendo este o melhor desempenho do ano, se comparado com o comportamento desses ativos nos dois trimestres anteriores. Apesar do bom resultado no terceiro trimestre, a rentabilidade não foi suficiente para superar a meta atuarial do período, de 9,40%, que está atrelada ao IGP-M, índice que sofre a influência do dólar.
Evolução trimestral – Rentabilidade consolidada

3º trimestre de 2020 Vivest

“A gente vem de uma série de rentabilidades nominais positivas desde abril”, destaca o diretor de Investimentos e Patrimônio da Vivest, Jorge Simino Junior.
Segundo Simino, dois fatores contribuíram para o bom desempenho dos investimentos no exterior no terceiro trimestre: a valorização do dólar e a rentabilidade dos ativos. “O S&P 500, índice do mercado de ações dos Estados Unidos, cresceu 8,48%, por exemplo”, destaca.
Já os bons resultados dos investimentos em renda fixa, o diretor da Vivest credita ao desempenho dos títulos públicos NTN-Cs 2021 e NTN-Cs 2031, que renderam 18,41% e 16,30% no trimestre, e são atrelados ao IGP-M.
Resultados dos subplanos
Para que nossos participantes entendam melhor o resultado da Vivest, estamos trazendo, a partir deste trimestre, não apenas a rentabilidade geral, consolidada, mas também a rentabilidade dos subplanos, que compõem este resultado. Além disso, trazemos também a média de rentabilidade dos planos CD.
Os subplanos no terceiro trimestre - No período, foram registradas rentabilidades positivas nos subplanos BSPS, com 6,95%; BD, com 4,90%; e CV, com 3,84%. A diferença de resultados entre os subplanos ocorreu em função da quantidade de títulos NTN-Cs em cada carteira. Como esses títulos apresentaram grande rentabilidade no período, porque são atrelados ao IGP-M, que sofreu influência da alta do dólar, quanto mais NTN-Cs na carteira, maior foi o resultado.

Para se ter uma ideia, 66% do patrimônio do BSPS é composto por NTN-Cs, enquanto no BD, esse índice é de 37% e no CV, de 25%. Os NTN-Cs são títulos públicos que não são mais vendidos pelo governo desde 2008. Dia 1º de abril de 2021 é a data de vencimento das NTN-C21, que representam hoje aproximadamente metade do total dos títulos atrelados à variação do IGP-M no portfólio da Vivest.
Evolução trimestral por subplano - Resultados Consolidados
Obs.: esses resultados são consolidados de cada subplano da Vivest, que compõem os planos previdenciários administrados pela Vivest.
Os planos CD no terceiro trimestre – A média da rentabilidade dos planos CD no terceiro trimestre foi ligeiramente negativa (-0,27%). Isso ocorreu porque os resultados desses planos foram influenciados pela queda do Ibovespa no período e, além disso, sua carteira de renda fixa é aplicada em títulos NTN-B, que são atrelados ao IPCA, índice com baixa variação no período.
Importante lembrar que os planos CD não têm rentabilidade atrelada à meta atuarial porque, neste conceito de plano, determina-se apenas a contribuição que o participante faz. Sendo assim, o benefício que receberá, quando se aposentar, é determinado pela reserva que acumulou ao longo dos anos.
A média de rentabilidade dos planos CD é ponderada pelo tamanho do patrimônio líquido, tendo em vista que o valor do patrimônio varia de um plano para o outro.
|
“Os resultados dos subplanos foram positivos. O problema em questão é, mais uma vez, a meta atuarial, que foi muito alta porque é atrelada ao IGP-M”, explica Simino. |
O que vem por aí
De acordo com Simino, no último trimestre de 2020, a Vivest seguirá analisando novas oportunidades e realizando a gestão de seus ativos de acordo com as circunstâncias do mercado financeiro. “Estamos no final de outubro e viemos mantendo, ao longo do ano, nossa rentabilidade positiva, mas, com a meta atuarial atrelada ao IGP-M, muito provavelmente teremos novo déficit no próximo trimestre”, conta.
“O mercado não tem fôlego para gerar esse resultado em nenhum dos ativos, seja em renda fixa, renda variável ou exterior”, explica o diretor, acrescentando: “É importante ressaltar que, entre as maiores entidades privadas de previdência complementar do país, somos a única que ainda tem o IGP-DI, e não o IPCA, como indexador dos planos de previdência”.
Os resultados aqui apresentados são consolidados e podem variar de acordo com cada plano. Seguindo a política de total transparência com nossos participantes, passamos a disponibilizar não apenas o boletim de rentabilidade trimestral, com a análise dos investimentos, mas também a rentabilidade mensal do plano de cada patrocinadora.
Para acompanhar a rentabilidade do seu plano, acesse aqui a área de previdência no nosso portal.
Fonte: Vivest, em 04.11.2020