Destaques do período foram os investimentos em renda variável, com alta de 8,71%
A Vivest registrou em julho rentabilidade de 3,23%, diante da meta atuarial de 2% para o período, o melhor resultado do ano em comparação aos meses anteriores. A melhora do cenário macroeconômico, a queda nas taxas de juros dos títulos federais de prazo mais longo e alguns bons resultados divulgados por grandes empresas contribuíram para uma recuperação do mercado financeiro e, consequentemente, para que a rentabilidade do mês fosse a maior de 2020 até o momento.
Na carteira da entidade, os destaques ficaram por conta dos investimentos em renda variável, com rentabilidade de 8,71%. “Os resultados de empresas com forte atuação no e-commerce foram muito bons no período, o que ajudou na sustentação do mercado”, explica o diretor de Investimentos e Patrimônio da Vivest, Jorge Simino Junior.
Ele ressalta também a performance dos fundos de multimercado estruturado, que subiram 1,48% no período, principalmente levando-se em consideração que a taxa do CDI está em 0,2% ao mês. “Tivemos então um resultado sete vezes superior ao índice do CDI”, comenta.
Investimentos no exterior - A estratégia da gestão de investimentos da Vivest continua em linha com a que foi adotada logo após a eclosão da crise causada pela pandemia do coronavírus. “Diante da instabilidade que ainda atinge o mercado, fizemos apenas pequenos ajustes”, explica Simino. “Continuamos avançando nos investimentos no exterior e, ao mesmo tempo, estamos tentando montar o que chamamos de ‘portfólio anfíbio’, ou seja, que tenha perspectiva positiva mesmo considerando cenários mais favoráveis ou desfavoráveis lá na frente”.
O diretor de Investimentos explica ainda que as apostas de risco estão bem mais modestas agora do que estavam em janeiro de 2020, por exemplo. “Claro que continuamos com apostas na renda variável e multimercado, mas não na mesma proporção”, diz. Ele exemplifica citando os planos BD e CV, nos quais a renda variável chegava a 22% da carteira e hoje está em 18%.
Segundo ele, houve redução de investimentos em renda variável no Brasil e aumento de investimentos no exterior. “Como lá fora há um cenário mais favorável, em que há menos dificuldades diante de circunstâncias tão instáveis, estamos atualmente com um terço da carteira de renda variável no exterior”.
Nos próximos meses, Simino acredita que o mercado brasileiro será impactado pelas definições do governo relacionadas aos gastos públicos para 2021 e pela extensão - ou não - do auxílio-emergencial à população. “São questões que envolvem bilhões de reais e o mercado está muito sensível a elas”, conclui.
Fonte: Vivest, em 24.08.2020