O portfólio consolidado de investimentos da Vivest registrou, em fevereiro, rentabilidade consolidada de 0,07%, diante da meta atuarial de 0,52% no período. O resultado reflete o momento de forte instabilidade do mercado financeiro, principalmente do mercado de ações. No consolidado do ano, a entidade obteve retorno de 1,01%, e meta atuarial acumulada de 1,08%.
Para se ter uma ideia, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do país, registrou queda de 7,49% no período, o segundo pior desempenho dos últimos 21 ano, atrás somente do registrado em março de 2020, quando explodiu a pandemia do Coronavírus.
Dessa maneira, a carteira de renda variável da Vivest obteve, em fevereiro, retorno negativo, de -6,55%. "A queda só não foi tão significativa quanto a do Ibovespa porque a maioria dos nossos recursos está no fundo de dividendos, que tem empresas cujas ações tiveram uma queda menos acentuada", comenta o diretor de Investimentos da Vivest, Jorge Simino Junior.
"Estamos falando de empresas mais resilientes, que têm fatias de mercado mais significativas, melhor governança e, por isso, em tese, são menos impactadas em cenários de maior adversidade", explica Simino.
Cenário de incertezas - Segundo Simino, o desempenho do Ibovespa foi impactado, principalmente, por dois fatores distintos do mercado doméstico. "Nós tivemos questões macro, como as indefinições a respeito do novo arcabouço fiscal, que é o conjunto de regras que vai definir o direcionamento do governo federal em relação às contas públicas, e o embate entre o Banco Central e o governo em relação às taxas de juros", conta.
"Além disso, houve fatores do cenário micro, relacionados a setores específicos. Por exemplo, as ações da Petrobrás representam, sozinhas, 10% do Ibovespa, e rumores sobre problemas de governança da estatal, como os que surgiram recentemente, acabam afetando o índice como um todo", comenta. "O mesmo ocorre com a Vale, cujas ações respondem por 15% do índice, e recentemente, foram afetadas pela queda do preço do minério de ferro no mercado mundial e pelo lento crescimento da economia da China", acrescenta Simino.
Segundo ele, diante desse contexto, o destaque do período foram os investimentos em renda fixa.
"Em fevereiro, houve uma recuperação dos ativos alocados em renda fixa, que obtiveram um retorno de 1,01%, diante da variação de 0,92% do CDI. Tanto os títulos públicos NTN-C quanto os NTN-B, que são parte importante da nossa carteira, voltaram a apresentar uma valorização no período, depois de alguns meses de depreciação ", explica o diretor da Vivest.
Também em fevereiro, os investimentos no exterior registraram uma leve alta, de 0,12%. "Isso ocorreu porque, apesar de o dólar ter subido 2,92% no mês, o S&P 500, um dos principais índices da bolsa de valores norte-americana, teve uma queda de de 2,61%", explica Simino. Já os ativos investidos em fundos imobiliários da Vivest obtiveram um retorno de 0,37%, mesmo diante da oscilação negativa do IFIX, índice referencial do setor imobiliário que fechou o mês com -0,45%.
Confira a seguir os resultados dos investimentos da Vivest por segmento em fevereiro de 2023:

Subplanos
Os subplanos BSPS, BD e CV tiveram, respectivamente, rentabilidade de 0,06%; 0,09% e 0,14%. Por ter mais ativos em bolsa, o BSPS teve o desempenho mais impactado pela queda do Ibovespa no período. Já o subplano CV possui mais títulos públicos NTN-Bs - que tiveram uma valorização no período - do que os outros dois subplanos.
Planos CD - Os planos de Contribuição Definida (CD) fecharam fevereiro com rentabilidade média de 0,9%, mais uma vez em razão da estratégia adotada de praticamente zerar os ativos de risco na carteira desses planos. Já o Plano CD II da Enel e o CESP CD tiveram resultados de 0,02% e -0,26%, respectivamente.
"Os resultados do CD II Enel e do CESP CD também foram impactados, principalmente porque esses planos possuem mais ativos em bolsa em relação aos outros planos de Contribuição Definida", conta Simino.
O diretor de Investimentos explica também a diferença entre os resultados dos dois planos. "Como em fevereiro o CESP CD tinha dois pontos percentuais a mais em ações em bolsa do que o Enel CD II, sofreu um impacto maior", comenta. "Além disso, o Enel CD II tem mais títulos públicos NTN-Bs em sua carteira, e esses ativos tiveram uma valorização no período", acrescenta.
As rentabilidades dos planos CD II Enel e CESP CD são diferentes da média registrada pelos outros planos de Contribuição Definida. Isso porque esses planos têm patrimônios totais diferenciados, de R$ 2,7 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente, em razão da migração de recursos do PSAP/Eletropaulo do PSAP/CESP B1. Além disso, possuem títulos públicos atrelados à variação do IGP-DI (NTN-C) e ações da Vale.
Os resultados aqui apresentados são consolidados e podem variar de acordo com cada plano. Seguindo a política de total transparência com nossos participantes, disponibilizamos no nosso portal a rentabilidade mensal do plano de cada patrocinadora.
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Fonte: Vivest, em 19.04.2023