Por Jean Mendes
Fenaprevi atribui o recuo na captação de recursos à cobrança de IOF sobre aportes acima de R$ 600 mil
Os planos de previdência na modalidade Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) podem deixar de captar R$ 130 bilhões em dois anos, segundo o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Edson Franco. A cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aportes acima de R$ 600 mil anuais é apontada por Franco como um dos fatores para esse recuo.
Para Franco, o objetivo arrecadatório do governo não foi alcançado. “O IOF afastou recursos do VGBL e, portanto, a arrecadação esperada praticamente não se concretizou. Ficou em cerca de R$ 100 milhões, o que, do ponto de vista macroeconômico, é insignificante. Esse valor representa menos de 1% dos R$ 11 bilhões de Imposto de Renda arrecadados sobre resgates e benefícios do VGBL em 2025”.
O presidente diz que estudos da federação mostram que a medida também reduz recursos para a rolagem da dívida pública. De acordo com o levantamento, de R$ 1,8 trilhão em ativos sob gestão, 64% estão alocados em títulos públicos. Veja abaixo os principais trechos da entrevista:
Fonte: Broadcast, em 19.07.2026