
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou sua projeção de fabricação de veículos no ano.
Em vez de alta de 2,2% prevista no início do ano, agora a expectativa é de produção estável (+0,1%).
Essa queda, porém, não deve afetar o comportamento positivo do seguro Automóvel (cobre roubo, furto, incêndio etc.), já que a redução prevista pelas montadoras se deve ao mau desempenho das exportações de veículos.
- A expectativa da Anfavea é de que a produção de carros totalize 2.732 mil unidades, 0,1% a mais do que em 2022
- Em janeiro, a previsão era de crescimento de 2,2%
- A produção, por categoria, prevê alta de 3,2% de automóveis e comerciais leves, ao passo que o recuo na produção de caminhões e ônibus deve alcançar 34,2%
Sobem as vendas do seguro Automóvel
Enquanto isso, as vendas do seguro Automóvel subiram 16,55% nos sete primeiros meses do ano sobre o mesmo período de 2022, passando de R$ 27,3 bilhões para R$ 31,8 bilhões, segundo dados da CNseg, Confederação Nacional de Seguros.
Em outubro, a CNseg revisou também a projeção de crescimento do mercado segurador- de 10,1% para 9,4%.
O seguro Automóvel, porém, está entre os ramos de melhor performance no ano: alta de 18%.
Ainda assim, vendas de automóveis surpreendem montadoras
“Havia um temor de que o mercado se retrairia após o fim dos descontos oferecidos pelo governo federal, mas a média diária de vendas vem crescendo de forma consistente nos últimos dois meses”, afirmou o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, para quem a alta nos emplacamentos tem sido a melhor notícia para o setor no ano.
Pelos cálculos da Anfavea, o número de emplacamentos deve subir 6% (o dobro dos 3% projetados em janeiro), podendo alcançar 2.230 mil unidades no acumulado deste ano.
De qualquer forma, no caso de veículos leves, dois terços dessa demanda é atendida por veículos importados, assinalou Márcio Leite.
Embarques externos tropeçam com crise Argentina
Sobre as exportações, as montadoras convivem com um ano desafiante.
A crise na Argentina, profunda a ponto de levar o tradicional parceiro comercial a perder para o México o posto de principal destino das exportações de veículos, e a desaceleração das vendas ao Chile e à Colômbia fizeram as exportações caírem 11,2% na comparação com o mesmo período de 2022.
“Com isso, nossas projeções, que eram de queda de 2,9% no ano, foram atualizadas para um recuo de 12,7% nos embarques ao exterior”, diz nota da Anfavea.
Fonte: CNseg, em 24.10.2023