Não é preciso listar muitos dados para concluir que a automedicação é um problema de saúde pública de escala global. São diversos artigos científicos alertando para riscos exponencialmente danosos da prática reiterada de automedicação[1]. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, quase metade dos brasileiros se automedica pelo menos uma vez por mês e 25% o faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana. De acordo com o estudo, a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros.
Avaliar os riscos e danos da automedicação tem sido preocupação de diversos agentes. Em estudo realizado pela Fundação Fiocruz, foi possível constatar que, a cada hora, duas pessoas se intoxicam com medicamentos no Brasil devido à automedicação. Os dados, extraídos das estatísticas do Sinitox – Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, permitem afirmar que a automedicação pode ser considerada um hábito entre os brasileiros.
Fonte: Consultor Jurídico, em 29.10.2019