Presidente da entidade participou de painel sobre ética, responsabilidade e práticas de governança nas organizações de saúde

A UNIDAS – Autogestão em Saúde participou, nesta quarta-feira (5), do 1º FASS – Fórum Abramed de Saúde e Sustentabilidade, realizado no Auditório do InRad, em São Paulo. O encontro reuniu lideranças e representantes de diferentes segmentos do setor para discutir como incorporar a sustentabilidade às decisões estratégicas das organizações de saúde.
O presidente da UNIDAS, Mário Jorge, integrou o painel “Governança, ética e responsabilidade na saúde - Decisões, responsabilidades e práticas verificáveis”, ao lado de Claudia Cohn, membro do Conselho de Administração da Abramed e diretora-executiva da Dasa, e Luiz Martha, diretor de Conhecimento e Impacto do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). A moderação foi conduzida por Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.
Governança precisa chegar às decisões
O debate discutiu como compromissos relacionados à sustentabilidade, ética e responsabilidade podem ser incorporados às decisões e às relações mantidas pelas organizações de saúde.
Entre os temas estiveram o papel dos conselhos e das lideranças, transparência nas relações entre os diferentes agentes do setor, aplicação de códigos de conduta, mecanismos de acompanhamento e prestação de contas, gestão de terceiros e o equilíbrio entre sustentabilidade econômica e qualidade assistencial.
Jorge levou ao debate a perspectiva das autogestões em saúde, modelo no qual a responsabilidade com os beneficiários está diretamente associada à capacidade de manter relações transparentes com prestadores e demais parceiros. “Governança não pode ficar restrita aos documentos ou às estruturas formais. Ela precisa aparecer nas decisões, na transparência das relações e na forma como as organizações assumem suas responsabilidades com beneficiários, prestadores e parceiros”, afirmou.
Para o presidente da UNIDAS, sustentabilidade econômica e qualidade assistencial precisam fazer parte da mesma estratégia. “Nas autogestões, temos uma responsabilidade muito clara com os beneficiários. Sustentabilidade econômica e qualidade do cuidado não podem ser tratadas como objetivos opostos. Precisamos buscar equilíbrio, eficiência e relações de confiança para preservar o modelo no longo prazo.”
A relação com os prestadores também esteve entre os pontos abordados. Segundo ele, transparência e previsibilidade são fundamentais para estabelecer relações mais sustentáveis entre os diferentes elos da cadeia. “A confiança entre operadoras e prestadores depende de transparência, previsibilidade e diálogo. Quanto mais claras forem as responsabilidades de cada parte, maior é a capacidade de construir relações sustentáveis e decisões que façam sentido para todo o sistema”, disse.
Sustentabilidade incorporada à estratégia
O 1º FASS também marcou o lançamento do Caderno ESG Abramed, que reúne indicadores, avanços, desafios e oportunidades identificados entre as empresas associadas à entidade.
A programação abordou ainda a incorporação do ESG à estratégia das organizações, gestão de pessoas, ética, integridade e responsabilidade nas relações do setor, com discussões voltadas à transformação de compromissos institucionais em práticas efetivas.
Fonte: UNIDAS, em 06.11.2026