Papéis de curto prazo indexados ao IPCA apresentaram os melhores retornos
O IMA-B 5, índice que reproduz as carteiras das NTN-Bs até cinco anos, teve ganhos de 0,78% em março, o melhor resultado mensal dentre os principais subíndices da categoria, de acordo com nosso Boletim de Renda Fixa. Apesar da volatilidade no início deste ano ter sido superior à registrada na greve dos caminhoneiros, o IMA (Índice de Mercado ANBIMA) conseguiu terminar o mês com retorno de 0,56%.
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O IRF-M1+, que reflete os títulos prefixados acima de um ano, encerrou o período com variação 0,63%, enquanto o IMA-B5+, formado por NTN-Bs com mais de cinco anos de prazo, rendeu 0,43% em março. Os títulos prefixados de até um ano, representados pelo IRF-M1, encerraram o mês com variação de 0,47%.
“No mercado interno, as dúvidas quanto à aprovação da reforma da previdência impactaram os rendimentos dos títulos de longo prazo. No ambiente externo, o temor de uma maior desaceleração do crescimento global fez com que os investidores buscassem segurança, impactando negativamente os mercados emergentes”, afirma Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices.
Debêntures
As maiores rentabilidades dos títulos de dívida corporativos ficaram com as debêntures de infraestrutura no primeiro trimestre deste ano. O IDA-IPCA Infraestrutura (índice formado por debêntures indexadas ao IPCA e destinadas a projetos de infraestrutura) acumula no período retorno de 3,63%, com variação de 0,93% em março.
As demais debêntures, acompanhadas pelo IDA-IPCA ex-Infraestrutura, tiveram o maior retorno de março, de 0,99%. O índice soma 3,43% no ano. Já o IDA (Índice de Debêntures ANBIMA), formado por papéis atrelados ao DI e ao IPCA, encerrou o mês com ganho de 0,69% e acumula 2,50% no primeiro trimestre.
Fonte: Anbima, em 08.04.2019.