Devido à possibilidade de disseminação no país da variante delta do coronavírus, que é mais contagiosa, o Ministério da Saúde anunciou que a terceira dose da vacina contra a Covid-19 começará a ser aplicada em idosos e em imunossuprimidos a partir de 15 de setembro. A vacina usada para a dose de reforço será a da Pfizer.
Estudos já mostram que a primeira dose das vacinas, no caso da delta, têm eficácia reduzida e não consegue evitar boa parte das infecções. A proteção aumenta com a segunda dose, no entanto, o crescente número de casos de idosos infectados, mesmo com o esquema vacinal completo, trouxe a discussão sobre a necessidade de uma terceira dose de reforço, já que estudos têm mostrado que a proteção das vacinas cai com o tempo, principalmente para a terceira idade.
Dessa forma, pessoas com mais de 70 anos que tomaram a segunda dose há mais de seis meses receberão a imunização extra a partir de 15 de setembro, começando por maiores de 80 anos. A partir dessa data, os imunossuprimidos (pessoas transplantadas, por exemplo) que tomaram a segunda dose da vacina há 21 dias também poderão receber o reforço.
A data foi definida considerando que, até lá, toda a população acima de 18 anos já terá sido imunizada com ao menos uma dose.
Além disso, também a partir desse dia, o intervalo entre as doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, será reduzido de 12 para 8 semanas, com o objetivo de frear as contaminações, mantendo a curva de queda no número de óbitos e de casos verificada até agora.
Fonte: Vivest, em 25.08.2021.