Por Ricardo Casarin
Mario Jorge Vital e outros executivos defendem formatos que recompensem eficiência e compartilhem riscos entre os agentes da saúde suplementar
A melhora da confiança entre operadoras e hospitais passa por mudanças nos incentivos econômicos do sistema de saúde suplementar, premiando o investimento em eficiência, disse o presidente da Unidas, Mario Jorge Vital. Na visão do executivo, o setor precisa se reinventar de forma estrutural, e não revisar apenas normas e procedimentos, para obter sustentabilidade financeira de todos os elos. “Nós temos um sistema que premia a ineficiência em escala”, afirmou Vital, durante debate no Conahp 2026 (Congresso Nacional de Hospitais Privados), realizado recentemente em São Paulo.
Ele apontou que, predominantemente, os hospitais são remunerados por procedimentos e ações que buscam eficiência, embora beneficiem o sistema como um todo, não necessariamente geram resultados financeiros no curto prazo. Isso inclui investimentos em prevenção e promoção da saúde. É justamente essa dinâmica que fomenta a desconfiança na relação com as operadoras. Entre os principais indicadores que ilustram esse conflito estão o índice de glosa (recusas totais ou parciais, por parte das operadoras de planos de saúde, do pagamento de procedimentos faturados por hospitais, clínicas e outros prestadores) e o prazo médio elevado de recebimento.
Fonte: Saúde Insider, em 06.11.2026