Por Juliana Contaifer
Especialistas de grandes hospitais do país fazem videoconferências com profissionais que atuam em cidades menores
Há alguns anos, o intensivista pediátrico Felipe Cabral, coordenador médico de saúde digital do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, recebeu uma ligação da mãe, que mora no Rio de Janeiro, relatando dificuldade para urinar. Sabendo do histórico de infecção urinária recorrente da mulher, ele a medicou a distância e logo o problema passou.
Dias depois, ele recebeu em sua UTI um adolescente de 16 anos, que se machucou durante um jogo de futebol com amigos. O jovem era de uma cidade pequena, sem atenção médica específica e longe de um centro médico de referência. A infecção se espalhou e, até conseguir a transferência, o rapaz chegou aos cuidados de Felipe em choque séptico e acabou falecendo. “Esse episódio me marcou. Se ele tivesse tido atendimento de um profissional a distância, como minha mãe teve, não teria morrido. A partir daí, esse se tornou meu propósito: viabilizar atendimento de qualidade em todos os cantos do país”, conta o médico.
Fonte: Metrópoles, em 10.08.2020