Por Cláudio Considera
Está passando da hora de uma grande discussão entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar, envolvendo o Ministério da Saúde, a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e entidades como a Abramge, que representa os planos de saúde. É por demais óbvio que não haverá uma solução para a saúde dos brasileiros que não envolva todos esses protagonistas.
Isso é ainda mais urgente à medida que a pirâmide etária tem aumento de idosos e menores percentuais de jovens. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que em 2060 haverá mais idosos do que jovens no Brasil. O cenário atual da saúde pública e privada não se sustenta por muito tempo. Há aproximadamente 51 milhões de brasileiros com planos de saúde, em sua maioria coletivos, e mais de 200 milhões de pessoas atendidas pelo SUS, o maior sistema de saúde pública do mundo.
Fonte: Estadão, em 18.11.2024