Por Jorge Wahl
Em entrevista à Globonews, realizada na última quinta, 9 de maio, a Superintendente da Susep, Solange Paiva Vieira, afirmou ver na junção da Previc com a Susep a oportunidade de se "trabalhar em conjunto em dois segmentos que têm muito em comum, particularmente no que diz respeito à previdência privada". Ela reconheceu implicitamente a necessidade de políticas públicas que favoreçam o fomento, ao lembrar que faz 10 anos que foi aberto o último fundo de pensão patrocinado no país. E colocou a responsabilidade nas normas e na grande responsabilidade colocada sobre os ombros das patrocinadoras.
E negou que se possa atribuir algum privilégio aos participantes de fundos de pensão, uma vez que as contribuições se tornaram paritárias e os benefícios são proporcionais ao montante que os trabalhadores verteram para o plano. E ainda antecipou o desejo de ir o mais longe possível em matéria de flexibilidade, fazendo com que ‘o participante’ possa migrar para onde quiser".
No que se refere à capitalização, observou que ela não deve ser objeto de grandes atenções nessa fase. Discuti-la agora seria até mesmo um pouco prematuro, considerando ser esse um tema sobre o qual só se poderá trabalhar mais profundamente a partir do momento em que se tiver uma melhor ideia da proporção da reforma que se irá aprovar. Mas ela está otimista, achando que a PEC passará mais ou menos inteira pelo Congresso, por "ser uma demanda da sociedade".
Fonte: Abrapp Acontece, em 13.05.2019.