Por Marli Olmos e Tatiana Schnoor
Paulo Chapchap não vê razões para otimismo diante de cenário “difícil, sofrido e muito prolongado”
O médico Paulo Chapchap costumava usar um relógio que não precisa de corda. A energia era sempre armazenada pelo movimento do pulso. Até o dia 12 de março, quando, por falta de movimentação, a engrenagem parou. Faz poucos dias que, ao olhar para o relógio que guardou na gaveta para que nada o impedisse de caprichar na higienização das mãos, diretor do Hospital Sírio Libanês se deu conta do tempo em que já estamos na pandemia da covid-19, sem, ainda, nenhuma certeza de quando vamos sair dela ou sequer deixar o isolamento.
Fonte: Valor Econômico, em 27.04.2020