Valor consta no mais recente estudo divulgado pela Fundación Mapfre
Apesar da desaceleração de algumas economias, o setor de seguros da América Latina registrou receitas por prêmios de quase US$ 139 bilhões em 2015, segundo o mais recente estudo divulgado pela Fundación Mapfre, no final do ano passado. O valor representa 2,86% do índice de penetração regional – cálculo que leva em conta o PIB e o número de prêmios vendidos. O valor real de mercado de seguros na América Latina foi estimado em US$ 259,4 bilhões, dos quais 64,5% corresponderam aos seguros de Vida, enquanto que 35,5% foram para os de Não Vida.
A contribuição do seguro para o PIB da América Latina cresceu um ponto percentual entre 2005 e 2015. Durante esse período, se destaca um crescimento econômico sustentado na maioria dos mercados num contexto de baixa inflação, melhorias em marcos regulatórios e políticas ativas destinadas a incrementar a cultura financeira.
O estudo destaca que o Brasil, México e Argentina foram os países com maior participação no mercado de seguros depois de reportar US$ 55,2 bilhões, US$ 24,5 bilhões e US$ 19,5 bilhões em vendas de apólices, respectivamente. O setor local foi afetado pela desvalorização das principais moedas da região em relação ao dólar.
O Índice de Evolução de Mercado (IEM), que calcula os fatores econômicos que afetam o desenvolvimento da atividade seguradora, cresceu 51,3% na última década. Em termos gerais, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, as projeções de crescimento econômico para o período 2016-2017 na economia da América Latina, são moderadas. Na América Central e do Norte estima-se que alguns países apresentem crescimento entre 1,8% (Honduras) e 6,7% (Panamá), abrindo assim a probabilidade de um aumento na adoção de seguros na região.
Com base nesse comportamento, na região da América Latina, o IEM revelou uma evolução positiva de forma sustentável (150 vezes acima) e se estima um crescimento sustentável em cada país, mas é difícil fazer uma previsão global para a região devido ao fato de que não adotam uma moeda única.
O relatório mostra que a contração no faturamento das top dez seguradoras na região, acumulando 41% da receita do mercado, foi de 19%, para US$ 61,9 milhões. A Bradesco Seguros segue na liderança na América Latina, segundo o tradicional estudo anual divulgado hoje pela Fundacion Mapfre. O setor de seguros na América Latina registrou prêmios de US$ 150 bilhões, queda de 8,8% em 2015, influenciado pela desvalorização das moedas latino-americanas frente ao dólar, especialmente o real brasileiro e o peso colombiano, além da acentuada deterioração da taxa de câmbio na Venezuela.
No ranking geral dos prêmios, o estudo confirmou a liderança da Bradesco Seguros, com receitas de 10,7 bilhões de dólares e market share de 7,1% do mercado. Seguido pela Brasilprev, com share de 6,8%. Ambas avançaram com as vendas do VGBL, que tem puxado o crescimento de todo o setor no Brasil. A terceira posição do ranking é ocupado pelo grupo Mapfre, com US$ 9,6 bilhões, o que lhe confere 6,4% do mercado. Itaú, Zurich, MetLife, Sura, Porto Seguro, Liberty e National Province completam o ranking das dez maiores seguradoras da América Latina em 2015.
O ano de 2015 também foi marcado pelo anúncio de importantes fusões acordos comerciais e aquisições no setor dos seguros. Apenas nove dos vinte e cinco grupos que compõem o ranking tiveram crescimento dos prêmios em dólares, com destaque para a aumento de 33,3% do grupo colombiano Suramericana, que em 2015 anunciou a aquisição de todas as subsidiárias do grupo britânico RSA na região.
Fonte: CNseg, em 02.01.2017.