Por Denise Bueno
Tendência é de mais reajustes de preços num cenário em que o orçamento das empresas e indivíduos não comporta
O debate de propostas de mudanças para garantir que mais brasileiros tenham acesso aos planos de saúde e que o setor alcance a sustentabilidade é antigo. Mas agora passou a ser mais urgente do que nunca, escrevo na coluna do Infomoney.
A manchete da Folha de S. Paulo “Em crise, planos de saúde rescindem contratos e deixam crianças sem tratamento” expõe velhos problemas que explodem na cara da sociedade ainda sem soluções. Uma coisa ou outra melhorou, mas o plano de saúde, principal desejo de consumo dos brasileiros, corre o risco de ficar ainda mais inacessível e ser um problema ainda maior para todos os envolvidos.
Consumidor reclama que paga muito e recebe pouco. Operadoras se queixam da alta da inflação médica, fraudes e regulamentação excessiva. Clínicas, laboratórios e hospitais reclamam da remuneração recebida. A justiça está atolada em ações de saúde, que responde por algo em torno de 15% de todos os processos em curso no Brasil. E o governo não consegue lidar com esta situação e vê cada vez mais o Sistema Único de Saúde (SUS) afundado em filas de atendimentos que podem ultrapassar um ano.
Fonte: Sonho Seguro, em 22.05.2023