O sistema previdenciário brasileiro já ultrapassou seus limites e precisa ser reestruturado com urgência para reduzir os custos e os desafios da transição para um novo modelo. O sistema de repartição atualmente em vigor não é capaz de se sustentar em um contexto de transformação da pirâmide etária do País e de acelerado envelhecimento da população. A avaliação é do professor sênior da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (USP), Hélio Zylberstajn. Entre as soluções para essa questão, está a acumulação compulsória e a acumulação voluntária, em especial via Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).
Com o objetivo de fortalecer o debate sobre o tema durante as eleições de 2026, a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) e a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) estão desenvolvendo um estudo para demonstrar os desafios de sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro e apresentar propostas para enfrentar a questão previdenciária no País.
O presidente da Fenaprevi, Edson Franco, afirma que o principal ponto do estudo, que está em fase final de elaboração e deve ser divulgado em setembro, é o desafio da transição do atual modelo previdenciário para um novo sistema. Segundo ele, a questão central é como conduzir essa mudança preservando os direitos adquiridos e as expectativas legítimas dos participantes, de modo a evitar perdas na renda esperada durante a aposentadoria.
Fonte: Broadcast, em 25.07.2026