Por Bruna Chieco

Durante o 15º Seminário de Investimentos nas EFPC, foi destacado que investidores estrangeiros seguem enxergando oportunidades positivas nos mercados emergentes, especialmente na Bolsa brasileira, ao contrário dos investidores locais. O tema foi abordado por Henrique Bredda, Sócio Fundador e Gestor da Alaska, que apresentou um panorama da Bolsa brasileira e a percepção internacional sobre o país.
Segundo Bredda, o excesso de atenção às notícias diárias pode distorcer a visão dos investidores sobre o mercado brasileiro. “A gente tem um defeito muito grande de olhar intensamente as notícias todos os dias, e isso nos massacra. Quando observamos em uma perspectiva de longo prazo, a Bolsa brasileira, desde 1968, rende normalmente em torno de 11% ao ano em dólares. É um desempenho muito relevante quando comparado a outros índices do mundo”, explicou.
O gestor destacou ainda o antagonismo existente entre a Bolsa brasileira e o S&P 500, em razão da posição do Brasil dentro do grupo de mercados emergentes. De acordo com ele, quando os investimentos em mercados desenvolvidos passam a apresentar sinais de excesso de valorização ou risco elevado, investidores globais tendem a reduzir exposição, principalmente nos Estados Unidos, e direcionar recursos para mercados emergentes.
Bredda observou também que a percepção dos investidores estrangeiros sobre o Brasil costuma ser diferente da visão predominante entre os brasileiros. Enquanto o noticiário nacional frequentemente enfatiza aspectos negativos, investidores internacionais enxergam fatores positivos, como o potencial do país em uma nova onda ligada à inteligência artificial, impulsionada pela disponibilidade de energia barata e abundante.
Patrimônio consistente – O palestrante afirmou que existem argumentos tanto para o pessimismo quanto para o otimismo em relação ao mercado brasileiro. “Você escolhe a narrativa que quiser. Existe justificativa tanto para o pessimismo quanto para o otimismo. Só que, entre estrangeiros e brasileiros, eu acho que os estrangeiros têm um pouco mais de experiência com Bolsa brasileira”, comentou.
O gestor ressaltou que a Bolsa atual é diferente da de três anos atrás, já que as empresas modificaram seus modelos de negócios e ampliaram suas margens de lucro. Por isso, segundo ele, é necessário analisar o mercado em comparação com sua própria evolução histórica.
Como exemplo, Bredda citou que, em 2021, a Bolsa estava em torno de 115 mil pontos, enquanto atualmente está próxima dos 190 mil pontos. Ainda assim, segundo ele, a Bolsa de 2021 era mais cara do que a atual, devido ao crescimento patrimonial das empresas listadas.
“Esse crescimento patrimonial da Bolsa é muito consistente. A coisa ruim é que o Brasil nunca muda. E a coisa boa é que, justamente por nunca mudar tanto, você consegue olhar para trás e entender o que ele tende a ser. O histórico patrimonial do Ibovespa é muito estável”, concluiu.
O 15º Seminário de Investimentos nas EFPC é uma realização da Abrapp com o apoio institucional da UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Black: Alaska Asset Management, XP Investimentos. Patrocínio Ouro: ASA, BNP Paribas Asset Management, Bradesco Asset Management, BTG Pactual Asset Management, Fram Capital, Galapagos Capital, Investira, Itajubá Investimentos, Itaú Asset, JGP, Santander Asset Management, Sparta, Spectra Investments, SulAmérica Investimentos, Tarpon, Vinci Compass. Patrocínio Prata: 4UM Investimentos, BB Asset Management, Porto Asset, Teva Índices. Patrocínio Bronze: Aditus, ARX Investimentos, AZ Quest, Consepro, Constância Investimentos, Banco Daycoval, Xtrackers by DWS, Franklin Templeton, Icatu Vanguarda, Investo, MarketAxess, Multifonds, Opportunity, Polo Capital, Principal Asset Management, Quantum Finance, Safra, Tivio Capital, V8 Capital. Apoio: IAP, MAG Investimentos, Navi, Pátria, RJI Investimentos, Turim.
Fonte: Abrapp em Foco, em 07.05.2026.