O Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (21), mais uma vez cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 6,5% ao ano.
Com isso, o juro atinge um novo piso histórico no país, e já causa questionamentos entre alguns Participantes sobre os possíveis impactos dos juros baixos nos investimentos dos nossos Planos.
Keke Roseberg Monteiro Azevedo, Participante lotado na Superintendência Estadual da Paraíba, foi um dos associados interessados em saber quais as estratégias da gestão da Capef para superar esse desafio.
Por e-mail, ele enviou uma pergunta sobre o tema, a qual consideramos relevante divulgá-la juntamente com a resposta do nosso Diretor de Investimentos, Marcos Miranda.
Confira a seguir!
Pergunta do Participante Keke Roseberg Monteiro Azevedo:
Qual a estratégia de médio e longo prazo da Capef para manter a previsão de rentabilidade para os funcionários do BNB que se aposentarão em um horizonte de aproximadamente 25 anos?
Resposta de Marcos Miranda, Diretor de Investimentos da Capef:
A garantia do pagamento futuro dos compromissos assumidos pela Entidade com os seus participantes está diretamente relacionada a uma consistente política de investimentos na gestão dos ativos do fundo.
É na política de investimentos que são estabelecidas as diretrizes dos investimentos dos planos de benefícios, em relação aos limites de alocação por segmento de aplicação, a tolerância ao risco, entre outros pontos, tudo devidamente respaldado na legislação de regência, no caso a Resolução 3792/2009.
No caso da Capef, anualmente realizamos o nosso Seminário de Investimentos, ocasião em que reunimos especialistas de instituições financeiras com os participantes e profissionais de investimentos da Entidade, a fim de discutir o cenário econômico e traçar a Política de Investimentos dos planos administrados: BD e CV I.
A Capef já vem trabalhando a gestão dos investimentos ao longo dos últimos anos visando o cenário de queda de taxa de juros por um período mais prolongado. Essa perspectiva foi bem acentuada quando da elaboração da Política de Investimentos de 2018 no seminário realizado em novembro/2017 e, tanto para o Plano BD como para o Plano CVI, as definições estão alinhadas com a maior diversificação nas carteiras.
Neste sentido, a estratégia que já vem sendo adotada desde início de 2017 é a diversificação com baixo risco, com alocações em Fundos Imobiliários, Certificado de Operações Estruturadas (COE) com aplicação indexada à Renda Variável (Ibovespa) e no segundo semestre em Fundos de Investimentos no Exterior.
Além disso, cabe destacar que as carteiras de Renda Fixa do Plano BD e CV I possuem uma alocação de mais de 85% em Títulos Públicos com taxa superior à meta atuarial, fruto de estratégias adotadas no passado.
A cada ano, a Política de Investimentos é novamente definida e as diretrizes e estratégias são atualizadas de acordo com as novas perspectivas de cenários, que se apresentam para a economia brasileira e mundial. Isso nos ajuda a identificar e priorizar as estratégias mais adequadas e nos dá a tranquilidade de estarmos preparados para buscarmos o atingimento da meta de rentabilidade no médio e longo prazo.
Fonte: CAPEF, em 22.03.2018.