Por Paulo Marchezine
Apesar de a construção civil ter sido fortemente impactada pela pandemia do novo coronavírus, as projeções para os próximos anos ganham fôlego, motivadas, especialmente, pelos avanços em marcos regulatórios, como o do saneamento e energia elétrica, que impulsionarão, como consequência, a demanda por seguros relacionados à infraestrutura.
De extrema importância para proteção dos riscos aos quais obras e reformas estão expostas, o Seguro Riscos de Engenharia, embora muito presente em grandes projetos, ainda não é uma realidade nas obras de pequeno e médio portes no Brasil. Uma ironia, já que estamos entre os países recordistas mundiais em acidentes de trabalho, de acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança e do Trabalho, ferramenta desenvolvida pelo Ministério Público do Trabalho e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Lamentavelmente, ocupamos a quarta posição neste triste ranking, que tem a China como líder. De acordo com o Observatório, são mais de 2 mil mortes por ano, no país, em canteiros de obras, indústria e outros tipos de locais sujeitos a risco laboral.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 20.11.2020