Por Antonio Penteado Mendonça
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Em 2025 roubaram ou furtaram um veículo a cada 10 minutos na cidade de São Paulo. É número para uma reflexão sobre a realidade brasileira e o custo absurdo que tudo de errado ou malfeito faz cair nos ombros da sociedade. O tema do momento são os eventos de origem climática, seus impactos e a falta de uma política de prevenção de danos e de minimização dos prejuízos. É um tema recorrente, especialmente nesta época do ano, quando as tempestades de verão entram com tudo. Mas não são só elas, tornados, vendavais e ressacas aumentam o tamanho da conta e atingem milhares de pessoas, destruindo suas vidas, apagando suas memórias, jogando-os nas portas da miséria, à espera de um auxílio do governo que demora a chegar e, quando chega, é sempre menor do que o prejuízo. Mas as mudanças climáticas não são o único desafio, ou o único risco que ameaça a sociedade brasileira. A violência, hoje, é a principal preocupação do país, deixando para trás custo de vida, desemprego, saúde, educação e os próprios eventos de origem climática. É justamente no capítulo da violência que a subtração de veículos entra. E entra com peso, os valores envolvidos estão na casa dos bilhões de reais. Se tomarmos apenas os números de São Paulo, 6 veículos por hora significam 144 por dia, vezes 365, são 52.560 veículos por ano. Se colocarmos o preço médio em 30 mil reais (o que é pouco, diante dos preços reais do mercado), estamos falando de 1,577 bilhões de reais por ano. Só em São Paulo! Continuando na nossa aritmética simples, se dos 6 veículos subtraídos por hora, 2 tiverem seguro, só o roubo e o furto de veículos em São Paulo custa para as seguradoras 525 milhões de reais por ano. Mas as perdas seguem Brasil a fora, com números expressivos de eventos em todas as regiões, multiplicando esse número algumas vezes. Na base da atuação das seguradoras está o seguro de veículos. Um dos produtos mais importantes do setor, responsável pelo funcionamento de um bom número de companhias que tem seu foco nele. Além delas, as associações de proteção patrimonial, agora sendo legalizadas, também operam majoritariamente na proteção veicular. Ou seja, o brasileiro encontra proteção para seu veículo e essa proteção vai além do roubo e do furto. Estão cobertos também colisão, incêndio, danos causados pela água, queda de árvores, etc. Como a concorrência é grande, as seguradoras, em suas estratégias comerciais, ao longo dos anos, foram incorporando benefícios para os segurados, sendo o mais comum a assistência 24 horas. Mas a sofisticação, atualmente, vai muito além do guincho em caso de pane. Existe todo um rol de serviços oferecidos que não têm relação direta com o veículo, mas que atendem e resolvem problemas como encanador, chaveiro, eletricista, passeador e hospedagem de pet, conserto de equipamentos eletrônicos, etc. Estes serviços são invariavelmente mais usados do que a cobertura do seguro e por isso mesmo, boa parte dos segurados dá mais valor a eles do que às coberturas securitárias garantidas pela apólice. A percepção só muda quando acontece um acidente com o veículo. Aí os reparos e a indenização fazem toda a diferença. E a seguradora mais rápida, mais eficiente e mais focada no atendimento ao cliente leva vantagem na briga pelo mercado. |
Fonte: SindSeg SP, em 23.01.2026.

