Por Roseli Loturco
Depois de um ano difícil, seguradoras esperam aumento de dois dígitos nos negócios e intensificam aposta em monitoramento e análise de dados
Após dois anos de crescimento na casa de dois dígitos, o seguro de cargas andou de lado em 2023. Impactado pelo baixo investimento na economia, pela maior concorrência e pelo não reajuste do preço de apólices, as seguradoras trabalharam com margens mais enxutas, em torno de 2%, em média, e buscaram atingir ganhos operacionais e maior eficiência para manter o desempenho. O setor atingiu R$ 5,35 bilhões em prêmios emitidos no ano passado, performance praticamente igual à de 2022, mas conseguiu diminuir o índice de sinistralidade de 56% para 50,3%, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
“No primeiro ano do governo Lula, com política fiscal ainda não definida, os empresários optaram por não investir. O setor de transporte também é movido pelo preço da inflação, que em 2023 foi de 4,8%, o que diminui o volume de prêmios arrecadados”, diz Marcos Siqueira, vice-presidente da comissão de transportes da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
Fonte: Valor Econômico, em 28.03.2024