Para as seguradoras, que são grandes portadoras de títulos públicos, essa é uma questão fundamental porque afeta diretamente a gestão das reservas e sua remuneração
Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, comenta com o blog Sonho Seguro quais as tendências das projeções dos indicadores da macroeconômica divulgadas todas as segundas-feiras pelo Banco Central nos reserva para o mês de outubro. Acompanhe a entrevista e o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.
Mês de agosto tivemos a revisão das projeções do PIB, em setembro da inflação. O que você espera para outubro?
Depende de como o governo vai enfrentar (ou escolher não enfrentar) a séria questão fiscal. Em um cenário mais otimista, o governo conseguirá fornecer uma resposta crível sobre como o governo financiará o Renda Cidadã, sem furar o teto de gastos, em pouco tempo. Se isso acontecer, dado que os ajustes para a projeção do PIB e da inflação já foram em grande parte feitos, não acredito que haveria muitas mudanças significativas nas expectativas. No entanto, se a situação for “empurrada” para a frente muito mais tempo e crescerem os riscos de uma solução descoordenada ou pouco convencional, como a extensão do estado de emergência até meados de 2021, as atuais projeções para os juros básicos e a para a taxa de câmbio precisariam ser revistas.
Fonte: CNseg/Blog Sonho Seguro, em 05.10.2020