Por Cláudio Considera
Os cancelamentos dos planos coletivos - provocados principalmente pela alta sinistralidade, ou seja, custo da assistência médica - e os reajustes de dois dígitos pelo terceiro ano consecutivo, como previsto por analistas de mercado, estão a exigir, com urgência, uma revisão das normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para essas situações. Caso contrário, consumidores idosos e com doenças crônicas ficarão sem plano nem tratamento.
Obviamente, alta sinistralidade pode, em casos extremos, quebrar as operadoras de planos de saúde. Está ocorrendo perigosa concentração no mercado de saúde, em redes de laboratórios de análises clínicas, em hospitais e farmácias. Ora, concentração cheira a monopólio ou oligopólio, e isso implica, sem dúvida, preços cada vez mais elevados.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 29.04.2024