Incerterza global intencificada por tensões comerciais e geopolíticas
Em setembro, o mercado financeiro global enfrentou desafios significativos, incluindo uma desaceleração no crescimento econômico e a persistência de preços elevados de energia e commodities. A incerteza global, intensificada por tensões comerciais e geopolíticas, continua a impactar as decisões dos investidores e as diretrizes das políticas econômicas.
Nos Estados Unidos, o mercado financeiro atravessou um período de volatilidade, com a inflação apresentando sinais de moderação. Essa tendência contribuiu para a decisão do Banco Central Americano (FED) de cortar a taxa de juros em 0,50%, o primeiro ajuste desde março de 2020. O mercado de trabalho permanece robusto, embora algumas áreas, como os setores industrial e varejista, tenham evidenciado uma desaceleração nas contratações. A taxa de desemprego está em torno de 3,8%, um nível ainda baixo historicamente, mas o crescimento salarial desacelerou, o que ajudou a aliviar as pressões inflacionárias vinculadas ao emprego.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter sua política de juros em vigor para combater a inflação. Apesar de alguns índices começarem a sinalizar uma desaceleração, a inflação ainda supera as metas, especialmente em países como Alemanha e França. Os preços elevados de energia e alimentos continuam a impactar o custo de vida, restringindo o consumo doméstico e afetando a confiança dos investidores.
Na China, setembro foi marcado por sinais de uma desaceleração econômica persistente. Embora a redução nas taxas de juros e os pacotes de estímulo sejam passos positivos, o efeito completo dessas medidas pode levar tempo para se materializar.
No Brasil, o mercado financeiro enfrentou uma série de desafios em meio a um cenário global volátil e influências internas. Os principais fatores que afetaram o mercado brasileiro incluem as movimentações das políticas monetárias globais, as flutuações cambiais e, especialmente, as crescentes preocupações sobre a condução da política fiscal.
No mês, o Ibovespa desvalorizou 3,08% enquanto valorizaram: o CDI, em 0,84%, a poupança, em 0,57% e a meta atuarial, em 0,88%

Em setembro, o Plano de Benefícios Básico (BD) valorizou 0,64% enquanto o Plano SABESPREV MAIS e o Plano de Reforço desvalorizaram -0,37% cada.

A Sabesprev continua trabalhando para melhorar a diversificação e a rentabilidade das carteiras de investimentos, sempre atenta às dinâmicas do mercado e aos indicadores econômicos.

ATRIBUIÇÕES DE PERFORMANCE
Em setembro, as estratégias de investimentos da Sabesprev apresentaram rentabilidades mistas no resultado consolidado.
As principais contribuições para a performance vieram do segmento de Renda Fixa, com uma valorização de 0,48%; dos Investimentos Estruturados, que com 0,38%; e dos Empréstimos a Participantes, com 0,92%. Por outro lado, os segmentos que impactaram negativamente o resultado foram a Renda Variável, com uma desvalorização de -2,81%, e o segmento Imobiliário, com -1,24%.
EVOLUÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS

PROJEÇÕES DE RENTABILIDADE
À medida que 2024 avança, observamos um aumento nas divergências entre os cenários de inflação e atividade econômica dos diferentes países, o que reflete nas decisões sobre juros. As recentes leituras de inflação nos EUA mostraram sinais de desaceleração, trazendo um alívio bem-vindo para os mercados e sinalizando o início iminente de cortes nas taxas de juros.
No entanto, no Brasil, o desconforto persistente em relação à política fiscal no curto prazo, aliado a dados de inflação resilientes, tem gerado incertezas sobre a trajetória da taxa de juros nos próximos meses. As premissas centrais do nosso cenário permanecem inalteradas, e, olhando para frente, os desenvolvimentos econômicos sugerem um caminho gradual em direção à estabilidade de longo prazo.
Continuaremos a monitorar esses avanços de perto, mas é importante destacar que as carteiras de investimentos da Sabesprev estão posicionadas para aproveitar os retornos em um possível movimento de atenuação nas curvas de juros futuras, antecipando as projeções de consenso do mercado.
Fonte: Sabesprev, em 01.11.2024.