Favoritismo de Donald Trump na corrida presidencial dos EUA desacelera expectativas de cortes nas taxas de juros globais.

Em outubro, o mercado financeiro global enfrentou uma volatilidade significativa. As expectativas em torno de cortes nas taxas de juros nos EUA diminuíram, em parte devido ao fortalecimento da candidatura de Donald Trump na corrida presidencial. Além disso, as incertezas sobre as metas fiscais no Brasil contribuíram para um aumento no pessimismo dos investidores, afetando o sentimento global de mercado.
Nos Estados Unidos, a expectativa de corte nos juros pelo Banco Central Americano (FED) não se materializou. A proximidade das eleições presidenciais, com o favoritismo de Donald Trump, levou os agentes de mercado a precificarem um possível aumento nas taxas. Isso, combinado com preocupações sobre a desaceleração da economia global e a instabilidade no setor de commodities, impactou negativamente os mercados emergentes. Além disso, a inflação nos EUA segue acima da meta definida, intensificando a incerteza.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu os juros em 0,25 ponto percentual. A inflação regressou para 2% enquanto o PIB do 3º trimestre excedeu as projeções, ainda que tenha sido provocada por aspectos não recorrentes, como as Olimpíadas, realizadas na França. A postura firme de um grupo de diretores do BCE, juntamente com os dados recentes, indica que a instituição deve manter sua política de juros baixos para sustentar a recuperação econômica.
Na China, o PIB do 3º trimestre registrou uma leve alta em relação às projeções. Recentemente, o governo anunciou que permitirá a renegociação da dívida dos governos locais com custos mais baixos. No entanto, a medida tem alcance limitado, e o mercado continua aguardando ações mais robustas que promovam um aumento sustentado na produção e no crescimento econômico.
No Brasil, a atividade econômica segue resiliente, com o PIB apresentando leve alta. No entanto, as preocupações com os juros e a inflação mantiveram o ambiente cauteloso. O mercado se mostrou mais cético em relação à dinâmica fiscal do país, apesar das tentativas do governo de comunicar medidas para conter os gastos públicos nos próximos anos. Nesse cenário, o Real sofreu uma forte desvalorização em relação ao Dólar no mês.
No mês o Ibovespa desvalorizou 1,60% enquanto valorizaram: o CDI, em 0,93%, a poupança, em 0,60% e a meta atuarial, em 1,01%.

Em outubro, o Plano de Benefícios Básico (BD) valorizou 0,99% enquanto o Plano SABESPREV MAIS e o Plano de Reforço desvalorizaram -0,40% e -0,46% respectivamente.

A Sabesprev continua trabalhando para melhorar a diversificação e a rentabilidade das carteiras de investimentos, sempre atenta às dinâmicas do mercado e aos indicadores econômicos.

ATRIBUIÇÕES DE PERFORMANCE
Em outubro, as estratégias de investimentos da Sabesprev obtiveram rentabilidades mistas no resultado consolidado. As principais contribuições para a performance vieram do segmento de Renda Fixa com valorização de 0,69% e das Operações com Participantes (Empréstimos), com 0,52%. Por outro lado, os segmentos que impactaram negativamente o resultado foram a Renda Variável, com desvalorização de -1,26%, o segmento Imobiliário, com -0,33% e o segmento Estruturado, com -0,01%.
EVOLUÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS



PROJEÇÕES DE RENTABILIDADE
À medida que 2024 avança, observamos que mais divergências se apresentam entre os cenários de inflação e atividades dos vários países, refletindo-se nas decisões de juros. As recentes leituras dos dados de inflação nos EUA demonstram resistência a uma desinflação adicional, fazendo com que isso tenha impacto nos próximos cortes de juros.
Aqui no Brasil, a continuidade do desconforto em torno da política fiscal no curto prazo e dados resilientes da inflação, geraram um aumento da incerteza em torno da trajetória da taxa de juros nos próximos meses.
As premissas centrais do nosso cenário permanecem e, olhando para frente, os desenvolvimentos em termos de dados econômicos sugerem um caminho gradual em direção à estabilidade no longo prazo.
Continuaremos a monitorar de perto esses desenvolvimentos, mas vale reforçar que as carteiras de investimentos da Sabesprev estão posicionadas para capturar retornos sobre um movimento de atenuação de curvas de juros futuras, antecipando projeções de consenso de mercado.
Fonte: Sabesprev, em 03.12.2024.