Aumento das tensões geopolíticas e reversão do cenário positivo nos mercados


Em março, o cenário internacional foi marcado pelo desenrolar da Guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, trazendo impactos relevantes sobre o preço do petróleo e ampliando as preocupações com inflação e crescimento global. Esse ambiente elevou a aversão ao risco e resultou em um movimento mais defensivo por parte dos investidores ao redor do mundo.
Como consequência, as bolsas globais encerraram o mês em queda. As taxas de juros futuras apresentaram alta, enquanto o dólar se fortaleceu frente às principais moedas internacionais, reforçando o movimento de busca por ativos considerados mais seguros.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado. Em sua comunicação, a autoridade monetária destacou a elevação dos riscos tanto para a inflação quanto para o mercado de trabalho, mantendo a avaliação de que a política monetária atual segue adequada para enfrentar esse cenário, ainda que com postura cautelosa.
Em outras regiões, observou-se também uma abordagem de maior prudência. O Banco Central Europeu manteve a taxa de juros em 2,0% ao ano, indicando que futuras decisões dependerão da evolução dos impactos da alta das commodities e das condições econômicas.
No Brasil, o cenário externo exerceu influência predominante sobre os ativos domésticos, reduzindo a relevância dos dados locais e interrompendo a trajetória positiva observada nos meses anteriores. Os ativos de risco acompanharam o movimento global: o Ibovespa recuou no mês, as taxas de juros subiram ao longo da curva e o Real se desvalorizou frente ao dólar.
No campo da política monetária, o Banco Central iniciou o ciclo de flexibilização, reduzindo a taxa Selic de 15,00% para 14,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual sinaliza uma postura ainda cautelosa, refletindo os riscos inflacionários, mas também reconhecendo os efeitos já observados da política monetária restritiva sobre a atividade econômica.


A Sabesprev segue atuando de forma consistente para aprimorar a diversificação e a rentabilidade da carteira de investimentos.

ATRIBUIÇÕES DE PERFORMANCE
Em março, as principais contribuições positivas para o desempenho das carteiras vieram das estratégias de Renda Fixa (+1,36%), Empréstimos (+1,04%) e, em menor magnitude, Renda Variável (+0,08%). Por outro lado, as estratégias dos Estruturados (-1,30%) e Investimentos Imobiliários (-0,37%) apresentaram desempenho negativo, impactando parcialmente o resultado consolidado
EVOLUÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS

PROJEÇÕES DE RENTABILIDADE
Em 2026, apesar de um cenário global desafiador, marcado por incertezas geopolíticas e maior volatilidade nos mercados, a estratégia de redução de risco adotada no início do ano tem se mostrado adequada, com resultados consistentes.
Todos os planos de benefícios administrados pela Sabesprev superaram suas respectivas metas de retorno até o momento, reforçando a aderência da estratégia aos objetivos de longo prazo.
O acompanhamento contínuo dos mercados e dos indicadores econômicos seguirá orientando eventuais ajustes na alocação dos recursos, sempre com foco na preservação do equilíbrio atuarial, na busca por retornos sustentáveis e na segurança dos participantes.
Fonte: Sabesprev, em 24.04.2026.