
Mercados reagem a cenário global instável, enquanto política monetária segue cautelosa e Ibovespa mantém trajetória positiva
O mês de junho foi marcado pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pelo avanço das discussões tarifárias nos Estados Unidos. No campo da política monetária, o FED seguiu com um tom cauteloso e manteve a taxa de juros inalterada no intervalo entre 4,25% e 4,50%. As Bolsas Globais tiveram fortes ganhos, os juros cederam e o dólar perdeu espaço em relação as demais moedas. No Brasil, o Copom elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano e sinalizou que os juros devem permanecer nesse patamar por um período prolongado. O Ibovespa encerrou o mês com desempenho positivo, a curva de juros recuou nos vencimentos intermediários e longos e o real se valorizou frente ao dólar.
Nos Estados Unidos, a discussão sobre política tarifária segue no centro das atenções e o próximo ponto crítico está no prazo indicado pelo governo americano, agora em julho, para as definições de novas alíquotas para os parceiros comerciais, após um período de alguns meses de negociações em torno de possíveis acordos. Até lá, a incerteza prosseguirá mais elevada pela ótica macroeconômica. Em termos de dados econômicos a atividade continua a surpreender positivamente. Projeções para o PIB do 2º trimestre de 2025 sugerem que o PIB deve continuar crescendo de maneira sólida, sustentado sobretudo pelo consumo privado. O mercado de trabalho permanece firme, com a taxa de desemprego em patamares ainda baixos.
Na China, os indicadores de atividade apresentaram resultados mistos em maio. O índice PMI da indústria manufatureira avançou de 49,0 para 49,5 pontos entre abril e maio, com melhora dos pedidos de exportação. Já o indicador para os setores não manufatureiros apresentou retração de 50,4 para 50,3 pontos no período, com certa estabilidade de serviços e queda da atividade de construção, em especial do segmento residencial. Mesmo com melhora das tensões entre EUA e China, há incertezas que seguem presentes, o que mantém a expectativa de que estímulos fiscais podem ser intensificados se a economia mostrar desaceleração adicional.
No Brasil, o IPCA-15 de maio trouxe algum alívio na margem, registrando alta menor do que a esperada. No campo fiscal, medidas de equilíbrio seguem em discussão, tanto do lado das despesas, quanto do lado das receitas. Em seu último encontro, o Copom elevou em 0,25% a taxa Selic, para 15% ao ano. Apesar de não ter sido explicitado o fim do ciclo de altas, acredita-se que o aperto monetário foi concluído, o que deve ser confirmado na próxima reunião. Diante da resiliência da atividade econômica e da desencorajem das expectativas de inflação, parte do mercado mantém a avaliação de que a economia só apresentará condições para possíveis cortes de juros no primeiro semestre de 2026.
Em junho, o Ibovespa fechou em +1,33%, o CDI, +1,10%, a Poupança, +0,67%, o IMA-B, +1,30%, enquanto a Meta Atuarial, +0,63%.

Em junho, o Plano de Benefícios Básico (BD) apresentou performance de +0,57%, o Plano SABESPREV MAIS, +0,84%, o Plano Família, + 1,12% e o Plano de Reforço, +0,83%.

A Sabesprev continua trabalhando para melhorar a diversificação e a rentabilidade da nossa carteira de investimentos.

Atribuições de Performance
Em junho, as estratégias que contribuíram positivamente para o resultado foram: Renda Variável (+2,20%), Empréstimos (+1,13%), Renda Fixa (+0,68%) e Imobiliário (+0,21%).
A única estratégia que contribuiu negativamente para o resultado foi: Estruturados (-0,05%).

Projeções de rentabilidade
Em relação às perspectivas para 2025, a despeito de um cenário econômico global desafiador, com incertezas se amplificando e, dessa maneira, impactando negativamente o desempenho dos ativos financeiros pelo mundo, as premissas centrais do nosso planejamento dos investimentos seguem inalterados, com redução gradual da exposição a risco, indexação dos investimentos em renda variável, e sobre alocação em ativos pós fixados na Renda Fixa, com objetivo de aproveitar movimento de escalada dos Juros.
Continuaremos a monitorar de perto o comportamento do mercado financeiro e suas tendências, ressaltando que as carteiras de investimentos da Sabesprev permanecerão posicionadas, em certa medida, para capturar melhores resultados, em eventual movimento de atenuação das curvas de juros.
Fonte: Sabesprev, em 22.07.2025.