Por Jorge Wahl
Roberto Macedo, economista, começou a sua participação na segunda plenária da manhã, focada no tema “Previdência Complementar para Todos”, notando que o sistema tem contra si a baixa cultura de poupança e, a seu favor, a longevidade e a preocupação que ela cria em relação a como as pessoas irão se manter na aposentadoria. E a situação fica ainda mais dramática considerando que o Brasil está experimentando em um curto espaço de tempo uma extensão da expectativa de vida que na Europa demorou décadas para avançar.
Diante da dificuldade, um caminho é a pessoa considerar a hipótese de não se aposentar, tendo saúde para isso. A outra possibilidade é o fomento da previdência complementar fechada, a única com um viés fortemente poupador. Atualmente, o sistema acumula recursos que equivalem a apenas 13% do PIB, muito pouco comparando com outros países.
O que fazer: recomendou mais educação financeira para criar o hábito da poupança; exugar o Estado que pouco investe; criar maior interesse pela previdência complementar via reforma da previdência; mirar nos grupos que ganham acima do teto do INSS; inscrição automática e aprimorar a gestão e a governança para evitar os escândalos que assustam as pessoas.
Fonte: Acontece Abrapp, em 05.10.2017.