A indústria de seguros começa a fazer as contas dos estragos da pandemia do coronavírus. A paralisação de importantes cadeias de produção, o fechamento de comércios, a adoção de medidas de isolamento social e a perspectiva de recessão da economia, perda de renda da população e aumento do desemprego tendem a impactar diretamente na geração de prêmios em 2020. E, embora a pandemia seja um risco excluído da maioria das apólices, haverá impacto na sinistralidade e no aumento de indenizações em algumas linhas de negócios.
O momento, segundo executivos do setor, é de apreensão. “Trata-se de uma crise sem precedentes, com uma perspectiva de recessão global”, resume Glaucia Smithson, CEO da Allianz Global Corporate & Specialty SE (AGCS). “A instabilidade nas bolsas nas últimas semanas tirou grande parte do valor de mercado de seguradoras e resseguradoras. Será um ano difícil para o mercado, com tendência de queda na geração de prêmios em um período curto”, completa.
O impacto da crise nas receitas em prêmios do setor ainda é incalculável devido às dúvidas quanto à magnitude e a duração da pandemia. Mas é consenso que tende a interromper a trajetória de crescimento firme verificada especialmente a partir do segundo semestre de 2019. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que a arrecadação em prêmios cresceu 12,6% em janeiro de 2020, considerando a média móvel de 12 meses encerrados naquele mês. Os números excluem saúde suplementar e DPVAT.
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Fonte: SindSegSP, em 30.03.2020