Por Alexandre Sammogini
O Diretor Superintendente Substituto da Previc, Fábio Henrique Coelho, afirmou que o sistema de Previdência Complementar Fechado possui baixo risco de liquidez, de acordo às informações e análises do Relatório de Estabilidade, publicado nesta semana pela autarquia. “Em uma análise de curto e médio prazo, o risco de liquidez do nosso segmento, é diminuto. O consolidado do sistema brasileiro de previdência complementar aponta recursos suficientes para honrar suas obrigações”, disse em palestra realizada nesta quarta (4) no 38º Congresso Brasileira da Previdência Complementar Fechada, em São Paulo.
O Superintendente da Previc explicou que os problemas estão localizadas em algumas poucas entidades. “Eventuais problemas pontuais poderão se materializar caso medidas saneadoras não sejam adotadas pelas entidades com envolvimento das instâncias de governança”, disse.
Segundo dados publicados no Relatório, apenas 3% das entidades fechadas possuem índice de solvência menor que 0,7. Outros 37% possuem índice de solvência entre 1,05 e 1,50. A média de solvência de todo o sistema é de 0,93%, considerado bastante elevado se comparado com a de outros mercados como dos EUA e de alguns países da Europa. O Relatório de Estabilidade foi elaborado pelo Comitê Estratégico de Supervisão da Previc.
“A análise das potenciais perdas de crédito evidenciou que o risco dessa natureza não é sistemicamente relevantes, não obstante, a existência de casos isolados”, complementou Coelho. Ele disse ainda que no longo prazo, a Previc enxerga um cenário extremamente positivo que vai depender da capacidade e da velocidade de equacionamento de déficits. “Estou convicto que estamos endereçando os aperfeiçoamentos tão aguardados para o setor”, disse. (Alexandre Sammogini)
Fonte: Acontece, em 04.10.2017.