
Em janeiro, o cenário internacional foi marcado pela manutenção da taxa básica de juros nos Estados Unidos, pela indicação do sucessor de Jerome Powell no Federal Reserve (FED) e pelo aumento das tensões geopolíticas globais. Ainda assim, os mercados apresentaram desempenho positivo, especialmente nos ativos brasileiros.
Nos Estados Unidos, o FED optou por manter a taxa básica de juros em 3,75% ao ano. Ao comunicar a decisão, o Comitê destacou a estabilidade do mercado de trabalho e uma composição inflacionária mais favorável na margem, embora a inflação permaneça ligeiramente acima da meta, com pressões concentradas em componentes associados ao aumento de tarifas comerciais.
No Brasil, o mês também foi marcado pela reunião do Copom. O Banco Central brasileiro decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, conforme esperado, mas surpreendeu ao sinalizar de forma explícita o início do ciclo de cortes na próxima reunião, prevista para março. A comunicação utilizou o termo “serenidade”, sugerindo uma abordagem cautelosa, possivelmente com início do ciclo por meio de corte de 25 pontos-base.
A trajetória futura dependerá, principalmente, dos dados de atividade econômica e das expectativas de inflação, que seguem apresentando convergência gradual. Por outro lado, a valorização expressiva do real configura fator desinflacionário relevante, contribuindo para o ambiente de maior estabilidade.
Nesse contexto, janeiro foi um mês bastante positivo para os ativos locais. O Ibovespa registrou forte valorização, impulsionado por significativa entrada de capital estrangeiro (com volume superior ao observado ao longo de todo o ano de 2025). A curva de juros apresentou fechamento das taxas e o real se valorizou frente ao dólar.
Em janeiro, o Ibovespa registrou alta de +12,56%, o CDI avançou +1,16%, a Poupança +0,67%, o IMA-B +0,96%, enquanto a Meta Atuarial foi de +0,79%.
PRINCIPAIS INDICADORES ECONÔMICOS

DISTRIBUIÇÃO DO PATRIMÔNIO (EM R$ MILHÕES)

A Sabesprev segue atuando de forma consistente para aprimorar a diversificação e a rentabilidade da carteira de investimentos.
HISTÓRICO DE RESULTADOS

ATRIBUIÇÕES DE PERFORMANCE
Em janeiro, o Plano de Reforço apresentou performance de +2,09%, o Plano SABESPREV MAIS +2,00%, o Plano Setorial Família +1,18%, e o Plano de Benefícios Básico (BD) +0,94%.
Em janeiro, todas as estratégias contribuíram positivamente para o desempenho das carteiras: Renda Variável: +10,75%; Imobiliário: +2,40%; Estruturados: +1,40%; Renda Fixa: +0,90%; e Empréstimos: +0,79%
EVOLUÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS

*Informações extraídas do relatório “Estudo Comparativo de Desempenho”, emitido pela Consultoria Aditus, considerando as medianas dos retornos obtidos pelos planos das entidades clientes desta consultoria.
PROJEÇÕES DE RENTABILIDADE
Em 2025, apesar de um cenário econômico global desafiador, marcado por incertezas políticas e geopolíticas, a estratégia de diminuição de risco na carteira dos planos adotada no início do ano apresentou resultados consistentes. Todos os planos de benefícios administrados pela Sabesprev superaram suas respectivas metas de retorno.
O comportamento dos mercados continuará sendo acompanhado de forma permanente, permitindo ajustes oportunos no portfólio, sempre com o objetivo de assegurar o cumprimento das metas atuariais e a sustentabilidade dos planos no longo prazo.
Fonte: Sabesprev, em 27.02.2026.