Em dezembro, o cenário internacional foi marcado pelo terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos, além da retomada da divulgação de dados econômicos relevantes após o encerramento do shutdown. Ainda assim, os mercados globais apresentaram maior volatilidade, refletindo a reavaliação das expectativas quanto à trajetória futura da política monetária.
Nos Estados Unidos, os índices de ações encerraram o mês em queda, os juros futuros de longo prazo registraram elevação e o dólar apresentou desvalorização frente às principais moedas. As comunicações recentes dos diretores do Federal Reserve evidenciaram uma postura menos uniforme: enquanto parte do colegiado sinalizou a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes, outros demonstraram maior cautela diante dos riscos inflacionários e da menor previsibilidade sobre a atividade econômica.
Na Zona do Euro, o ambiente seguiu mais previsível, com expectativa de manutenção da taxa básica de juros em torno de 2,0% no curto prazo.
Na China, os dados mais recentes indicaram perda de dinamismo da atividade, exigindo monitoramento adicional, em um contexto ainda marcado por desafios estruturais relevantes.
No Brasil, o Banco Central optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano, em um ambiente de elevada incerteza. A comunicação do Copom reforçou a necessidade de preservação de uma política monetária contracionista, sem sinalizar o início de um ciclo de flexibilização. Apesar desse contexto, o mercado acionário apresentou desempenho positivo, ainda que acompanhado por abertura da curva de juros e desvalorização do real frente ao dólar.
Nesse cenário, o Ibovespa encerrou o mês com valorização, enquanto os juros registraram elevação das taxas e o Real se desvalorizou em relação ao dólar. Em dezembro, o Ibovespa apresentou alta de +1,29%, o CDI avançou +1,22%, a Poupança +0,68%, o IMA-B +0,31%, enquanto a Meta Atuarial foi de +0,61%.
PRINCIPAIS INDICADORES ECONÔMICOS (ACUMULADOS AO ANO)

Em dezembro, o Plano de Reforço apresentou performance de +1,55%, o Plano SABESPREV MAIS, +1,52%, o Plano Setorial Família, +1,24%, e o Plano de Benefícios Básico (BD), +0,82%.
DISTRIBUIÇÃO DO PATRIMÔNIO (EM R$ MILHÕES)

A Sabesprev segue atuando de forma consistente para aprimorar a diversificação e a rentabilidade da carteira de investimentos.
HISTÓRICO DE RESULTADOS

ATRIBUIÇÕES DE PERFORMANCE
Em dezembro, todas as estratégias contribuíram positivamente para o desempenho da carteira: Imobiliário, +2,00%, Renda Variável, +1,65%, Estruturados, +1,39%, Renda Fixa, + 0,91%, e Empréstimos, +0,69%.
EVOLUÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS

*Informações extraídas do relatório “Estudo Comparativo de Desempenho”, emitido pela Consultoria Aditus, considerando as medianas dos retornos obtidos pelos planos das entidades clientes desta consultoria.
PROJEÇÕES DE RENTABILIDADE
Em 2025, apesar de um cenário econômico global desafiador, marcado por incertezas políticas e geopolíticas, a estratégia de diminuição de risco na carteira dos planos adotada no início do ano apresentou resultados consistentes. Todos os planos de benefícios administrados pela Sabesprev superaram suas respectivas metas de retorno.
O comportamento dos mercados continuará sendo acompanhado de forma permanente, permitindo ajustes oportunos no portfólio, sempre com o objetivo de assegurar o cumprimento das metas atuariais e a sustentabilidade dos planos no longo prazo.
Fonte: Sabesprev, em 21.01.2026.