
Cenário internacional segue desafiador e juros exigem cautela
Em agosto, o cenário internacional permaneceu marcado pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio e por seus impactos sobre os mercados de energia. As restrições à produção de petróleo e derivados em regiões afetadas pelos conflitos mantiveram a oferta global sob pressão, trazendo riscos adicionais para a inflação.
Nos Estados Unidos, a economia apresentou sinais de desaceleração, mas permaneceu resiliente. O PIB do segundo trimestre cresceu 1,5% em termos anualizados, enquanto o mercado de trabalho perdeu dinamismo. A inflação, por sua vez, continua exigindo atenção do Federal Reserve (Fed), que manteve a taxa básica de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.
A comunicação dos dirigentes do Fed permaneceu cautelosa diante da ausência de avanços mais consistentes no processo de desinflação, mantendo o mercado atento aos próximos passos da política monetária norte-americana.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano, dando continuidade ao processo de ajuste da política monetária. Na comunicação da decisão, o Banco Central destacou os efeitos da política monetária restritiva sobre a atividade econômica e a necessidade de acompanhar a evolução das expectativas de inflação e do cenário internacional.
Nos mercados financeiros, agosto apresentou comportamento misto. O Ibovespa registrou queda de 0,33%, enquanto o CDI avançou 1,09%, a Poupança, 0,67%, e o IMA-B, 1,58%. A Meta de Retorno dos planos foi de 0,08% no período.
PRINCIPAIS INDICADORES ECONÔMICOS (ACUMULADOS AO ANO)



Em agosto, o Plano de Reforço apresentou retorno de +0,49% no mês e de +7,73% no acumulado de 2026. O Plano SABESPREV MAIS registrou retorno de +0,66% no mês e de +8,01% no acumulado de 2026. O Plano Setorial Família apresentou retorno de +1,01% no mês e de +8,60% no acumulado de 2026. Já o Plano de Benefícios Básico (BD) obteve retorno de +0,45% no mês e de +7,21% no acumulado de 2026.
DISTRIBUIÇÃO DO PATRIMÔNIO (EM R$ MILHÕES)
A Sabesprev segue atuando de forma consistente na diversificação e na gestão da carteira de investimentos, buscando equilíbrio entre segurança, liquidez e rentabilidade.
HISTÓRICO DE RESULTADOS

ATRIBUIÇÕES DE PERFORMANCE
Em agosto, as estratégias que contribuíram positivamente para o desempenho das carteiras de investimentos foram: Empréstimos: +0,77%; Renda Fixa: +0,62%; Imobiliário: +0,12%.
Entre as estratégias que contribuíram negativamente, destacaram-se: Estruturados: -0,05%; e Renda Variável: -0,03%.
EVOLUÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS


*Informações extraídas do relatório “Estudo Comparativo de Desempenho”, emitido pela Consultoria Aditus, considerando as medianas dos retornos obtidos pelos planos das entidades clientes desta consultoria.
PROJEÇÕES DE RENTABILIDADE
O comportamento dos mercados continuará sendo monitorado de forma permanente, permitindo ajustes oportunos no portfólio, sempre com o objetivo de assegurar o cumprimento das metas atuariais e a sustentabilidade dos planos no longo prazo.
Nesse contexto, a estratégia de investimentos da Sabesprev permanece focada na diversificação dos ativos, na gestão responsável dos recursos e no equilíbrio entre risco e retorno, buscando resultados consistentes e compatíveis com as metas atuariais.
Os resultados acumulados em 2026 refletem o desempenho das diferentes estratégias de investimento diante de um ambiente econômico ainda desafiador, reforçando o compromisso da Fundação com a segurança dos recursos, a sustentabilidade dos planos e a geração de valor para participantes e assistidos.
Fonte: Sabesprev, em 23.09.2026.