O Sebrae Previdência administra três planos de previdência: o Sebraeprev, que possui três perfis de investimento (Conservador, Moderado e Arrojado), e os planos Valor Previdência e Valor Empresarial. Em fevereiro, todos eles apresentaram resultados acima da inflação, contribuindo para o crescimento real das reservas dos participantes.
No plano Sebraeprev, os três perfis registraram rendimento próximo de 1% no mês. O perfil Arrojado teve desempenho de 1,10%, seguido pelo Conservador, com 1,02%, e pelo Moderado, com 0,99%. Todos superaram a inflação de fevereiro, medida pelo IPCA em 0,70%, o que significa que o dinheiro investido cresceu acima do aumento dos preços.
Os demais planos também acompanharam esse resultado. O Valor Empresarial rendeu 1,03% e o Valor Previdência 1,01% no mês, igualmente acima da inflação.
Quando se observa um período maior, os resultados seguem consistentes. Nos últimos 12 meses, o perfil Arrojado acumulou rentabilidade de 16,60%, o Moderado 14,70% e o Conservador 14,41%. No mesmo período, a inflação foi de 3,81%. O Valor Previdência registrou 14,96% e o Valor Empresarial 14,45%.
Mais do que acompanhar apenas o rendimento, é importante observar quanto esse crescimento supera a inflação. É esse resultado acima da inflação que contribui para a construção de uma reserva mais sólida para o futuro. Em diferentes cenários de mercado, a estratégia do Sebrae Previdência tem conseguido cumprir bem esse papel.

CENÁRIO MACROECONÔMICO
Fevereiro foi marcado por uma mudança no comportamento dos mercados. Durante boa parte do mês, investidores reduziram a exposição aos Estados Unidos e passaram a buscar oportunidades em outros países, especialmente nos mercados emergentes, atraídos por preços mais baixos e juros mais elevados. Esse movimento favoreceu bolsas como a brasileira, enquanto os índices americanos tiveram desempenho mais fraco, influenciados pela realização de lucros no setor de tecnologia e por incertezas sobre o ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos.
Nos últimos dias do mês, o cenário ficou mais instável com o aumento das tensões no Oriente Médio, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Esse contexto elevou a aversão ao risco, pressionou os mercados e impulsionou o preço do petróleo, diante do receio de impactos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de energia.
No Brasil, o Ibovespa registrou desempenho positivo, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, pelo ambiente mais favorável aos mercados emergentes e pelo nível ainda elevado das taxas de juros no país. O dólar recuou frente ao real, refletindo esse fluxo de recursos e o diferencial de juros. Já no fim do mês, houve uma leve piora no ambiente com a divulgação do IPCA-15 de fevereiro, que veio acima das expectativas e provocou ajustes nas projeções de juros.
Mesmo com essa surpresa, a inflação acumulada em 12 meses seguiu em trajetória de desaceleração, mantendo no radar a possibilidade de início de queda da taxa Selic, ainda que de forma mais cautelosa. Com todo esse cenário, fevereiro foi positivo para os ativos brasileiros, mas terminou com maior volatilidade e um cenário externo mais delicado.
Fonte: Sebrae Previdência, em 25.03.2026.