Por Angelo Verotti
Executivo elogia plano de desenvolvimento do setor apresentado pela CNseg, e cobra mais atenção de Brasília a temas que podem abrir caminho para criação de produtos mais flexíveis e menos custosos para o consumidor
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apresentou ao mercado este mês o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização (PDMS). O programa tem como objetivos principais aumentar em 20% a parcela da população atendida pelos produtos do segmento e elevar o pagamento de indenizações e demais benefícios dos atuais 4,6% para 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa da entidade é que, em termos de receita, o PDMS atinja 10% do PIB em 2030. O executivo Roberto Santos, presidente do Grupo Porto, dono da seguradora Porto Seguro, e presidente do Conselho Diretor da CNseg, destaca as propostas da entidade, mas critica a forte regulamentação sobre o setor por parte do governo federal. Segundo ele, a postura dificulta o crescimento do mercado que, em 2022, devolveu à sociedade R$ 219,4 bilhões por meio de indenizações, resgates e benefícios diante de uma receita de R$ 355,9 bilhões — o segmento de saúde e o DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) — não entram nessa conta.
Fonte: ISTO É Dinheiro, em 24.03.2023