Por Eliane Medeiros
Documento revela avanços regulatórios e gargalos orçamentários na saúde privada
Decidi escrever este artigo porque a reação imediata do mercado e da mídia, quando da publicação do relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), foi focar exclusivamente nas "fragilidades identificadas".
Aliás, é do ser humano ao ler uma notícia complexa, o cérebro frequentemente busca atalhos, o que propicia muitas vezes cair em armadilhas cognitivas. A principal delas é o viés de negatividade, um mecanismo evolutivo que nos faz prestar mais atenção, registrar e repassar ameaças ou falhas em vez de conquistas.
Em análises institucionais, isso gera uma visão fragmentada: foca-se no "problema apontado" e ignora-se o ecossistema que o gerou e os multifatores associados, alheios à governança da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Tratar esses fatores como "irrelevantes" ou culpar a governança interna por limitações estruturais externas é um erro clássico de julgamento que desidrata o debate técnico e compromete a busca por soluções reais.
Fonte: JOTA, em 10.06.2026