Por Luiza Lopes
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor aponta que o problema reside no modelo de negócio dos planos médicos, que foram projetados para oferecer tratamentos com o objetivo de "cura"
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e pela PUC-SP revela que a recusa das operadoras de saúde em tratar pessoas com autismo é a principal causa de processos na Justiça de São Paulo relacionados à negativa de cobertura assistencial por parte dos planos médicos. A informação é do UOL.
O estudo, que analisou ações no Tribunal de Justiça entre janeiro de 2019 e agosto de 2023, coletou 40.601 ações com negativa e analisou os 16.808 processos que informaram a condição médica que os planos teriam se recusado a tratar. Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD), que incluem o autismo, lideram o ranking com 3.017 ações, seguidos pelos transtornos por uso de drogas, com 1.116 ações.
Fonte: Terra, em 29.02.2024