A Real Grandeza está a um passo de implantar um mecanismo de defesa para o Plano CD capaz de reduzir, significativamente, a possibilidade de ocorrência de desequilíbrios. O projeto visa à adoção de uma política de investimentos específica para os recursos de cobertura da renda vitalícia, da aposentadoria por invalidez e da pensão por morte – os chamados benefícios de risco – e outra para os demais benefícios, a fim de permitir um futuro mais estável e seguro para todos.
A condição essencial para essa espécie de “blindagem” é segregar as massas do Plano, com a criação de “submassas” de participantes e assistidos, e adotar uma estratégia de investimentos que visa a “imunizar” (proteger) a parcela dos recursos destinados ao pagamento dos benefícios de risco. Embora os benefícios de aposentadoria por invalidez e pensão por morte também possam ser recebidos na forma de renda financeira (Prazo Certo e Percentual do saldo) a Real Grandeza precisa provisionar parte dessa reserva, por isso eles estão incluídos na parte “BD” do plano.
“A segregação é de suma importância para todos nós e terá impacto significativo na adequação das estratégias de investimentos para o Plano CD, o que beneficiará muito os participantes. Era um desejo nosso ter essas carteiras diferenciadas conforme os benefícios a serem recebidos, e também é relevante para a gestão dos investimentos”, comemora Patrícia Queiroz, Diretora da Investimentos da Real Grandeza.
A medida envolve, portanto, a adequação da gestão dos investimentos a cada fase da vida dos participantes. Na fase de acumulação, é possível adotar estratégias de investimento com maior exposição a risco e horizonte de longo prazo, buscando uma rentabilidade superior que contribua para o crescimento do saldo dos participantes.
Já na fase de recebimento, a prioridade passa a ser a obtenção da adequada rentabilização desses recursos, de modo a assegurar o cumprimento das obrigações assumidas pelo plano de pagar benefícios de risco (vitalícios) dos assistidos
Entenda o que é a “imunização”
A “imunização” é uma estratégia que visa ao casamento do fluxo de resgate/recebimento dos recursos aplicados no mercado com os compromissos de pagamento de benefícios vitalícios ao longo do tempo. Em outras palavras: a estratégia é fazer com que o dinheiro de resgate de investimentos entre na conta do Plano exatamente quando esses benefícios precisam ser pagos.
No caso do Plano CD, para “imunizar” a parcela de renda vitalícia, incluindo o saldo projetado para pagamento de aposentadoria por invalidez e pensão por morte dos participantes ativos, a equipe da Real Grandeza pretende adquirir, majoritariamente, títulos públicos federais que seguem a inflação, uma vez que eles têm relação direta com os benefícios a serem pagos.
"Essa mudança é um marco estratégico que reforça o nosso compromisso com a solidez e a sustentabilidade. Ao blindar os benefícios de risco do Plano CD, eliminamos grande parte da exposição às incertezas do mercado”, destaca o Diretor-Presidente da Real Grandeza, Celso Guimarães.
A segregação das massas do Plano CD e a política de investimentos para 2026 já foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo e a Real Grandeza trabalha com a possibilidade de que, no início do próximo ano, as submassas dos planos já estejam criadas, a fim de iniciar o processo de “imunização” propriamente dito.
Para esclarecer todos os aspectos da nova estratégia, a Real Grandeza fará, em breve, um Webinar para todos os participantes e assistidos. Fique atento aos comunicados no site e à sua caixa de e-mail!
Conheça os pontos-chave projeto
O que é a segregação das massas do Plano CD?
O patrimônio do Plano CD, que até agora vem sendo administrado em bloco, será separado por "grupos" ou "submassas", a saber:
1) Renda Vitalícia (assistidos) + saldo projetado de aposentadoria por Invalidez ou pensão por morte (participantes ativos);
2) Renda Financeira (Prazo Certo, Percentual do Saldo) + saldos de conta dos participantes ativos.
Quais as vantagens da segregação?
A segregação possibilitará a adoção de estratégias de investimentos distintas e o início da “imunização” da parcela destinada à cobertura da renda vitalícia, do saldo projetado para a aposentadoria por invalidez e da pensão, criando um mecanismo de defesa contra a volatilidade do mercado e reduzindo, assim, o risco de desequilíbrios.
O que significa ‘imunizar’ a parcela de renda vitalícia?
A parcela a ser “imunizada” diz respeito aos benefícios de risco, como a renda vitalícia, o saldo projetado para a aposentadoria por invalidez e a pensão por morte – ou seja, a parte “BD” do Plano CD.
Essa estratégia consistirá na aquisição de ativos, majoritariamente, títulos públicos federais que seguem a inflação – uma vez que eles têm relação direta com os benefícios a serem pagos – e efetuar o casamento do fluxo de resgate desses investimentos com as datas de pagamento de benefícios.
Com a alteração na gestão desses ativos, e a implantação da estratégia de imunização, espera-se menor volatilidade e mais previsibilidade nos resultados dos investimentos.
A Política de Investimentos do Plano será alterada?
Sim, haverá uma política específica para a parcela de recursos destinada à cobertura da Renda Vitalícia, da aposentadoria por invalidez e da pensão por morte e outra para os demais benefícios.
Isso afeta o valor do meu benefício ou o meu saldo atual?
Não. Apenas permite a implementação de uma estratégia que visa a adequar a gestão dos investimentos a cada fase de vida dos participantes e proteger o plano de desequilíbrios.
Fonte: Real Grandeza, em 22.12.2025