Por Claudio Tafla
São muitas as discussões sobre inflação e aumento dos custos de tudo, desde a gasolina, o gás de cozinha, tomate, cenoura, feijão e arroz. No mundo da saúde, as coisas não são diferentes. Afinal, um dos assuntos em voga no momento é justamente o índice de reajuste anual de planos de saúde individuais ou familiares, regulado pela ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar, que acaba de ser anunciado em 15,5%. Como podemos correlacionar a inflação dos produtos do dia a dia com a inflação da saúde?
Para começar a entender essa discussão, temos que levar em conta que os fenômenos inflacionários não são isolados, o que gera um outro entendimento muito importante: eles não se resolvem com ações isoladas. Os reajustes podem parecer absurdos considerando o atual momento do Brasil e do mundo, com direito a pandemia, guerra na Ucrânia, desabastecimento mundial e extrema polarização política. Neste contexto, sob este prisma, teríamos que ter um reajuste mais viável e realista para o bolso do consumidor.
Fonte: Medicina S/A, em 04.08.2022