Por Lígia Formenti
Prática é protegida por regra aprovada na pandemia, mas pode voltar a ser regida por resolução do CFM considerada defasada
Uma pesquisa feita pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Paulista de Medicina (APM) mostra o quanto a telemedicina avançou no país. Feito com 3.517 profissionais de todas as regiões do país, o levantamento mostra que praticamente metade (49%) dizia ter incorporado à rotina o atendimento de pacientes a distância, seja com simples orientações, seja com consultas ou acompanhamento do tratamento.
O crescimento da telemedicina no Brasil está associado às limitações trazidas pela Covid-19. O medo de se contaminar com o vírus e restrições de circulação fizeram com que muitas pessoas buscassem o atendimento virtual. Antes do novo coronavírus, a situação era outra: os atendimentos a distância estavam restritos a consultas informais e esporádicas com pediatras ou médicos de confiança. Eram excepcionais, voltados para tirar dúvidas ou solucionar problemas pontuais.
Fonte: JOTA, em 16.02.2022