Por Gustavo Meirelles
Como a definição de propriedade e o controle efetivo do paciente sobre os seus dados vão mudar a dinâmica e transformar o ecossistema da saúde
Quem nunca passou pela experiência de ter que ir ao médico e levar uma pilha de exames em filmes e papéis? Ou mesmo ter que acessar diversas plataformas para conseguir obter seu histórico médico, ainda que incompleto ou de difícil interpretação?
A realidade dos pacientes quando se trata de dados de saúde é de uma grande descentralização da informação. Isso causa assimetria entre os diversos atores do ecossistema, aumenta a ineficiência, eleva os custos e comprime as margens nas pontas mais fracas da cadeia.
Mais do que isso, o paciente não tem verdadeiro controle sobre os seus dados – nem quanto à gestão do seu uso, nem do ponto de vista do seu valor. Sim, dados de saúde têm grande valor. Mas a dificuldade de acessar, combinar e disponibilizá-los faz com que hoje os pacientes não consigam obter vantagens para os seus atendimentos de saúde.
Fonte: MIT Sloan Review Brasil, em 29.09.2022