Os procuradores da República que atuam na ação civil pública pela indenização às famílias das vítimas do acidente da Chapecoense temem que a demora da tramitação do processo na justiça prejudique o pagamento dessas pessoas. Carlos Humberto Prola Júnior e Edson Restanho prestaram depoimento, nesta quarta-feira (1º), na CPI que investiga o impasse para o pagamento dessas indenizações. Para eles, caso nenhuma liminar positiva seja emitida nos próximos dias "essa ação vai se eternizar".
O acidente aconteceu em novembro de 2016, na Colômbia, no voo que transportava o time da Chapecoense para a decisão da Copa Sul-Americana e deixou 71 mortos.
O procurador Carlos Prola Júnior reforçou a confiança na ação, no entanto, criticou a demora na tramitação. Para ele, esse caso ilustra a dificuldade de se obter uma liminar que atenda minimamente as vítimas.
Fonte: Agência Senado, em 01.06.2022