Por Bruna Chieco

A Abrapp defendeu a previdência complementar fechada como parte da resposta ao envelhecimento populacional brasileiro durante o I Fórum da Longevidade, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) nesta quinta-feira, 16 de julho, em São Paulo. Em sua participação no evento, o Diretor-Presidente Devanir Silva apontou os limites do modelo previdenciário clássico diante do aumento da expectativa de vida.
“Esse modelo onde as pessoas tinham uma carreira de 30, 40 anos, se aposentavam aos 65 e tinha uma sobrevida de 10 anos não existe mais. Hoje, essa sobrevida pode ser até de 40 anos”, disse. Devanir esteve presente no painel “O impacto dos Planos de Saúde e Previdência no futuro da gestão prateada”.
Ele associou o desafio à queda da taxa de natalidade e à informalidade, fatores que reduzem o número de contribuintes e comprometem o financiamento da previdência. Nesse contexto, destacou um setor consolidado há cerca de 50 anos, com patrimônio de R$ 1,4 trilhão e pagamento mensal de R$ 10 bilhões em benefícios, como caminho para a formação de patrimônio previdenciário capaz de incluir parcelas da população hoje descobertas.
“Em uma discussão de projeto de país, nós temos que rever o modelo previdenciário no sentido de incluir essas pessoas e ter a capitalização como uma parte da solução”, afirmou Devanir.
Também participaram do painel José Luiz Toro da Silva, advogado, professor, e especialista em Direito da Saúde Suplementar; Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e Presidente do Instituto de Longevidade MAG; e Diogo Mastrorocco, médico e Vice-Presidente da ADVB, como moderador.
A participação de Devanir Silva no evento reforça a parceria entre Abrapp e ADVB, firmada em junho, com o objetivo de desenvolver projetos no meio empresarial.
Fonte: Abrapp em Foco, em 16.07.2026.