Por Alexandre Sammogini

A Previ vem investindo em inovação e tecnologia para tornar sua gestão mais estratégica e eficiente. A entidade passou a utilizar uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) para automatizar a verificação inicial de pautas que são encaminhadas à Diretoria e aos Conselhos. O agente analisa o teor e a completude dos documentos, verificando ainda se estão adequados em relação às alçadas.
O mecanismo de IA realiza uma análise preliminar da documentação para identificar o uso inadequado de remissões, possíveis erros ortográficos e inconsistências em cálculos e porcentagens. Além disso, verifica se a estrutura dos documentos está de acordo com os formulários disponibilizados pela entidade.
“A ferramenta está produzindo diversos efeitos positivos. As áreas gostaram muito, porque um desafio que elas tinham era montar o documento e depois ficar fazendo ajustes de forma. Então, isso adianta muito um lado do processo. Ainda é uma novidade que está em constante aprimoramento, mas seguimos fazendo os ajustes necessários”, afirmou Joaquim Viana (foto acima), Gerente do Núcleo do Processo Decisório da Previ.
Denominado “Revisor de Documentos”, a solução foi desenvolvida inicialmente pelo Assessor da Diretoria de Participações, Luis Omena. A ferramenta funciona a partir do Office 365, do Microsoft Copilot, que permite a criação de agentes específicos para diferentes finalidades. Para ampliar sua eficiência, a entidade aprimora constantemente os prompts utilizados pela IA.
A partir da análise inicial dos dados, o agente aponta os aspectos que precisam ser observados. Em seguida, as áreas responsáveis fazem uma leitura completa do texto e verificam os pontos identificados pela ferramenta, que servem como orientação para eventuais ajustes. A principal vantagem da solução, segundo a Previ, é contribuir para a padronização dos documentos.

“Tenho acompanhado de perto a evolução da Inteligência Artificial nos últimos anos e acredito que ela vem democratizando a inovação nas organizações. Hoje, profissionais com bom conhecimento do negócio e ideias relevantes conseguem criar soluções funcionais e de alto impacto utilizando ferramentas acessíveis de IA, sem a necessidade de contar com a experiência em programação”, diz Luís Omena (foto ao lado).
Ele explica que na Previ essa transformação tem ocorrido com responsabilidade, governança e colaboração entre equipes, sempre com foco na geração de valor para as pessoas e na melhoria contínua dos processos. “Desenvolvemos um agente inteligente que atua como revisor digital dos documentos do fluxo decisório, analisando sua aderência aos normativos e à governança da entidade, verificando alçadas, sugerindo melhorias e apoiando a elaboração de textos mais claros e consistentes”, complementa Omena.
É por isso que um dos pontos mais relevantes é a segurança conferida ao processo, pois o mecanismo permite a análise da aderência dos documentos aos normativos e à governança da entidade. Isso ajuda a caracterizar o “ato regular de gestão” que deve ser praticado de acordo com os normativos internos e respeitadas as alçadas existentes.
O uso da ferramenta permite ainda o aumento da eficiência operacional e a redução da necessidade de retrabalho, permitindo que os profissionais concentrem seus esforços em iniciativas mais estratégicas e de maior valor agregado.
Ganhos com a iniciativa – Antes da implementação do novo mecanismo de IA, toda a equipe do Núcleo precisava realizar a leitura das notas, um processo que poderia ocupar todo o expediente de trabalho e que agora pode ser realizado em poucos minutos. A atividade demandava mais tempo dos colaboradores para uma análise detalhada e exigia atenção adicional aos aspectos de formatação e organização dos documentos. Com a solução, houve uma redução significativa do tempo dedicado a essa etapa.
“A área prepara o documento e, depois, ele passa pelo Gerente do Núcleo, pelo Gerente Executivo e, posteriormente, pela Diretoria. Se houver algum erro, o documento retorna para edição e precisa percorrer novamente esse fluxo. Disponibilizamos o agente para evitar isso, uma vez que a própria área já consegue identificar e corrigir os erros antes de o documento seguir para despacho. Há uma redução do retrabalho por toda a entidade”, completa Joaquim Viana.
Ele explica que para reduzir o risco de erros, é fundamental compreender que a decisão final continua sendo responsabilidade do profissional que analisa a nota e da área responsável por seu encaminhamento. A IA atua como uma ferramenta de apoio, auxiliando na verificação da coerência do documento.
Fonte: Abrapp em Foco, em 24.07.2026.