Previ implementa Escala de ganho de longevidade que permite um melhor controle do risco atuarial
No contexto da gestão atuarial, a Previ construiu, no último ano, uma escala de ganho de longevidade que permite um melhor controle do risco atuarial, em especial o biométrico. O trabalho foi realizado com base no histórico de mortalidade dos associados da Entidade no período de 1975 a 2020. O principal objetivo da criação desse tipo de escala é projetar as mudanças no perfil de mortalidade dos participantes e, dessa forma, melhorar a acurácia na estimativa do passivo atuarial.
Nas projeções dos benefícios e contribuições de um plano previdenciário, é comum a adoção de tábuas estáticas, que representam de forma fixa o comportamento da mortalidade de uma população para um dado período no tempo. Ou seja, a probabilidade de morte associada a uma determinada idade e sexo não sofrerá nenhuma alteração ao longo dos anos.
Há ainda a alternativa de adotar tábuas geracionais na modelagem atuarial, que levam em consideração uma escala para melhoria gradual da longevidade com o passar do tempo, que de maneira diferente das tábuas estáticas, capturam evoluções na sobrevivência de diferentes gerações e consequente aumento na expectativa de vida.
Periodicamente, se faz necessário elaborar estudos estatísticos a fim de avaliar se a hipótese de mortalidade permanece adequada, para que ela reflita com a maior fidedignidade possível a realidade da população. Na Previ, esse estudo é realizado anualmente e, conforme exigido na legislação, são realizados cálculos para avaliação do impacto da utilização de Tábuas Geracionais no compromisso dos planos de benefícios.
Mas o que é essa Escala de ganho de longevidade?
A Escala de Ganhos de Longevidade apresenta os fatores de melhoria, separados por idade (e sexo, se for o caso), que aplicados às tábuas estáticas, implicam em redução das probabilidades de morte ao longo do tempo.
Apresentamos no gráfico abaixo o comportamento da probabilidade de um homem de 50 anos não sobreviver até os 51 anos segundo cada um dos tipos de tábua. Na geracional, observa-se uma redução nessa probabilidade ao longo do tempo, enquanto na estática esse valor é constante.

No último ano, a Previ realizou um estudo técnico, que só foi possível graças a qualidade e a consistência da base cadastral, para construir uma escala própria de ganho de longevidade chamada Escala Experiência Previ, criada a partir da observação das mudanças no perfil de mortalidade dos associados em um histórico de 45 anos e dessa forma atende não só a determinação legal, como permite uma maior sensibilidade em torno do risco atuarial.
A criação e a utilização de uma escala própria é um feito raro nas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) no Brasil, pois nem todas possuem massa de associados e dados históricos suficientes para tal estudo. A grande vantagem é a mensuração mais realista dos passivos atuariais dos planos de benefícios no curto, médio e longo prazos.
A Escala de Melhoria de Longevidade Experiência Previ é uma das primeiras escalas brasileiras a ser reconhecida pelo Instituo Brasileiro de Atuaria (IBA). Com isso, ela fica disponível para uso por outras Entidades Fechadas de Previdência Complementar. A Escala também foi apresentada no 43º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (Espaço Boas Práticas), em 2022.
O estudo e a criação da Escala de Ganho de longevidade Experiência Previ reforçam a qualidade do corpo técnico da Entidade, que é um dos pilares da nossa governança. Formado por funcionários com expertise em gestão previdenciária, atuarial e de investimentos, esse é um diferencial importante que garante o cumprimento da nossa Missão no longo prazo e reforçam nosso propósito: cuidar da aposentadoria e pensão de cerca de 200 mil associados e do nosso próprio futuro.
Fonte: Previ, em 09.05.2023.