Plano 1 tem superávit acumulado de R$ 12,5 bilhões, com rentabilidade de 16,8% a.a., e Previ Futuro alcança a marca histórica de mais de R$ 40 bi em ativos.
A Diretoria da Previ divulgou hoje, 13 de março, o resultado de 2025. A entidade fechou o ano com superávit. O Plano 1 reverteu o cenário desafiador observado em 2024, alcançando rentabilidade de 16,8%, enquanto sua meta atuarial (INPC+4,75% a. a.) foi de 8,83%.
O Plano 1 é o primeiro plano da Previ e o mais maduro, pois trata-se de um plano fechado para novas adesões, desde 1998, e com quase a totalidade de seus associados já recebendo benefícios (quase 80 mil aposentados e mais de 20 mil pensionistas). A estratégia de longo prazo, com foco na imunização do passivo, por meio da alocação em títulos públicos indexados à inflação, classificados na categoria contábil “Mantidos até o Vencimento”, contribuiu para o fortalecimento do equilíbrio atuarial e para a formação do superávit.
Esse movimento consiste em reduzir parte dos investimentos em ações de empresas, a chamada renda variável, que pode oscilar mais no curto prazo, e aumentar as aplicações em renda fixa, como títulos públicos, conhecidos por oferecerem maior previsibilidade e segurança. “Esse processo busca tornar o plano mais protegido, sem jamais abrir mão de boas oportunidades de mercado e nem abandonar a renda variável, que tem papel estratégico para garantir equilíbrio, solvência e rentabilidade no longo prazo”, explica Marcio Chiumento, presidente da Entidade.
Em 2025, a Previ concluiu um desinvestimento total de R$ 21 bilhões em ativos de renda variável, alinhando o portifólio do Plano 1 às obrigações com o pagamento de benefícios, que atingiu recorde no ano, com R$ 17 bilhões pagos.
O Previ Futuro, um dos maiores planos de previdência complementar do Brasil, e segundo plano da Previ, ainda aberto para novas adesões, também brilhou em 2025. “Ao longo de 2025 os perfis do Previ Futuro apresentaram bom desempenho, com destaque para aqueles com horizonte de longo prazo e maior exposição a ativos de risco, que superaram 20% de rentabilidade no ano. Em um cenário marcado por volatilidade ao longo de alguns meses, todos os perfis encerraram dezembro com resultados positivos”, destaca o diretor Cláudio Gonçalves.
O plano alcançou ainda o marco histórico de R$ 40 bilhões em ativos, consolidando sua trajetória de crescimento e solidez. Esse resultado reflete um ano especialmente positivo para o plano, com rentabilidade favorável em todos os perfis de investimento, que superaram o índice de referência e registraram um ganho real acima da inflação.
Os bons resultados estão diretamente ligados à forte valorização da bolsa brasileira e ao desempenho dos investimentos atrelados à Selic, em 2025. Soma-se a isso, as mudanças estruturantes na gestão dos investimentos, como o Projeto Cotas, que trouxe maior diversificação e eficiência na composição de um portifólio orientado ao risco.
Márcio explica que “o Projeto Cotas reestruturou a gestão de investimentos dos perfis do Previ Futuro, que passaram a adotar uma estrutura de fundos exclusivos, cada um com uma estratégia específica. Ao todo, são 20 alternativas de alocação que permitem buscar a otimização do portfólio de cada perfil, de acordo com o nível de risco definido na política de investimentos. Uma mudança relevante na estratégia de investimentos.”
Grandes números 2025:
Plano 1 – Superávit de R$ 12,5 bilhões
- R$ 258,2 bilhões em ativos
- 78,8 mil aposentados
- 23,9 mil pensionistas
Previ Futuro – R$ 42,1 bilhões em ativos
- 4 mil aposentados
- 1600 pensionistas
- Total de ativos Previ – R$ 302 bilhões
- Benefícios pagos – R$ 17 bilhões
A Previ
Criada em 1904, antes mesmo da Previdência Oficial em nosso País, a Previ - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil está entre os maiores fundos de pensão da América Latina. A Previ é uma entidade fechada de previdência e seus participantes são funcionários e aposentados do Banco do Brasil, pensionistas, colaboradores do quadro próprio da Previ e familiares dos associados. A Instituição trabalha para garantir a esses participantes benefícios previdenciários complementares aos da Previdência Oficial, de forma a contribuir para a qualidade de vida dos associados e de seus dependentes.
Os recursos da Previ são provenientes, essencialmente, das contribuições pessoais e patronais, além de outras contribuições especiais previstas no Estatuto ou em instrumento específico. Esses recursos são investidos de maneira diversificada, de acordo com as Políticas de Investimento, que são revistas anualmente de forma criteriosa, de acordo com a necessidade de cada plano de benefícios. As Políticas de Investimento são elaboradas com o objetivo de buscar a melhor rentabilidade possível, a fim de cumprir com o dever fiduciário de pagamento de benefícios, razão de ser da Previ.
Estrutura
A estrutura organizacional da Previ possui órgãos de gestão e de controle com distintos papéis, que constituem seu sistema de Governança Corporativa. Esses órgãos são a Diretoria Executiva, o Conselho Deliberativo, o Conselho Fiscal e o Comitê de Auditoria.
A Diretoria Executiva é composta de seis membros: presidente, diretor de Investimentos, diretor de Participações, diretor de Seguridade, diretor de Planejamento e diretor de Administração, sendo os três primeiros indicados pelo patrocinador Banco do Brasil e os três últimos eleitos pelos participantes e assistidos.
O Conselho Deliberativo é composto por seis membros titulares e respectivos suplentes. Três são eleitos pelos participantes e assistidos, e outros três indicados pelo Banco do Brasil. Já o Conselho Fiscal é formado por quatro membros titulares e respectivos suplentes, dos quais dois são eleitos por participantes e assistidos, e dois indicados pelo Banco do Brasil.
Os Conselhos Consultivos dos planos de benefícios (Plano 1 e Plano Previ Futuro) são órgãos criados em 2006, compostos cada um por seis membros titulares e respectivos suplentes. Estes colegiados também são formados, de forma paritária, por integrantes eleitos e por membros indicados pelo Banco do Brasil.
O Comitê de Auditoria, criado em dezembro de 2018, é composto por três membros, nomeados e destituíveis pelo Conselho Deliberativo, sendo um membro independente, um membro externo indicado pelos conselheiros deliberativos representantes da patrocinadora e um membro externo indicado pelos conselheiros deliberativos representantes dos participantes e assistidos.
Diretoria Executiva
Márcio Antonio Chiumento - Presidente - Márcio é Mestre em Gestão e Inovação, graduado em Direito e tem MBA em Negócios Financeiros pela UFRS. O dirigente, que tomou posse no BB em 2000, atuou como Head de Clientes, Estratégia e Produtos do segmento Setor Público, foi Ouvidor Geral do Banco, gerente executivo da Diretoria de Atendimento e Canais, gerente de administração em Superintendência de Varejo e administrador de agências, consultor de investimentos no segmento Private e Alta Renda. Atuou na presidência do conselho deliberativo da BB Previdência, vice-presidente do conselho de administração da Ativos SA e comitê de governança da Cielo.
Adriana Duarte Chagastelles - Diretora de Participações - Com formação em Administração, MBA em Finanças e Direito Societário pela FGV-RJ e mestrado em Administração pelo IBMEC-RJ, Adriana tem uma carreira sólida, voltada para a gestão de investimentos, governança corporativa e relacionamento institucional. Na Previ, onde trabalha desde 1996, já atuou como analista de investimentos, assessora, gerente de núcleo e gerente executiva. De 2018 até 2023 atuou como gerente da Secretaria Executiva (Secex), responsável pela gestão do funcionamento do Conselhos Deliberativo, Fiscal, Consultivos e Comitê de Auditoria, órgãos da governança que congregam conselheiros eleitos pelos associados e indicados pelo patrocinador, e ocupava, desde 2024, o cargo de gerente executiva de Administração da Carteira Imobiliária, área estratégica para os investimentos da entidade.
Márcio de Souza - Diretor de Administração - Formado em Direito, Márcio tem MBA em Gerenciamento de Projetos. Possui certificação como gestor de fundo de pensão pelo ICSS. Ingressou no BB em 1981. Trabalha na Previ desde 2004, onde atuou na Gerência de Administração de Benefícios como gerente executivo. Liderou a área que desenvolveu e implantou o sistema de concessão de benefícios e rendas do Previ Futuro. Coordenou o GT Reforma do Estatuto que resgatou a eleição direta para diretor e criou os conselhos consultivos por plano. Foi diretor do Sindicato dos Bancários de Petrópolis.
Cláudio Antônio Gonçalves - Diretor de Investimentos - Cláudio é graduado em Direito pela UniEvangélica, tem MBA em Negócios Financeiros pela UFRJ e pós-graduação em Direito Público pela Fesurv/Axioma Jurídico. Foi executivo no Banco do Brasil com experiência em gestão de patrimonial e investimentos, possuindo sólida expertise na área de investimentos para os mercados de private banking e varejo bancário (onshore e offshore), tendo atuado na gestão negocial e estratégica de diversos segmentos de negócios – Pessoa Física, Produtores Rurais e Clientes Private no Brasil e nos Estados Unidos da América.
Paula Regina Goto - Diretora de Planejamento - Paula possui pós-graduação em Administração, MBA em Finanças, especialização em Gestão de Agronegócios, mestrado em Ciências Sociais e é doutoranda em Gestão de Projetos. Possui Certificação em Investimentos pelo ICSS e Certificação em Investimentos pela Anbima (CPA 20). Administradora do BB, atuou na rede de agências e nos níveis táticos e estratégicos nos estados do Paraná, São Paulo, Tocantins, Pará, Ceará e no DF. Foi presidente do Conselho Fiscal da ANABBPREV. É a primeira mulher pós-98 a ser diretora da Previ.
Wagner de Sousa Nascimento - Diretor de Seguridade - Wagner é formado em Administração pela Universidade Federal de Viçosa e pós-graduado em Gestão Previdenciária, Auditoria e Controladoria. Tem experiência em contabilidade, administração e gestão pública e é certificado pelo ICSS como Administrador de Fundos de Pensão. Funcionário do BB desde 2002, Wagner foi conselheiro consultivo eleito do Previ Futuro e coordenou aquele colegiado, conselheiro deliberativo da Previ e coordenou a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB entre junho de 2014 e julho de 2019. Diretor do Sindicato dos Bancários de BH e Região, se afastou do mandato naquela entidade para cumprir o mandato na Previ.
Fonte: Previ/InPress Porter Novelli, em 13.03.2026.